Code Vein II: Aventura Temporal e Combate Explosivo! 🚀 Vampiros, anime e soulslike se chocam em uma jornada épica! Explore um mundo com saltos temporais, companheiros estratégicos e batalhas dinâmicas. Mas atenção: ausência de coop online causa estranheza. Descubra se vale a pena! 😉
À primeira vista, Code Vein II parece a definição exata de ambição sem freio. Ele mistura vampiros de estética anime, ficção científica pós-apocalíptica, viagem no tempo e a estrutura clássica dos soulslikes, tudo isso embrulhado em um mundo semiaberto cheio de sistemas, personagens e promessas narrativas. É um jogo que quer ser grande, barulhento e memorável. Em vários momentos, ele consegue. Em outros, tropeça no próprio excesso.
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O cenário é o mesmo universo, mas em outra região e em outro ponto da linha do tempo. Aqui, você assume o papel de um novo Revenant Hunter, envolvido em um desastre conhecido como Ressurgência, um evento que transforma pessoas em criaturas irracionais e ameaça empurrar a civilização para o colapso definitivo.
A narrativa se apoia fortemente na ideia de saltos temporais, permitindo visitar versões passadas e futuras do mesmo mundo para tentar impedir que o pior aconteça. Essa mecânica de viagem no tempo não é apenas um truque narrativo. Ela influencia diretamente missões, decisões envolvendo companheiros e até os finais possíveis.
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O grande diferencial estrutural de Code Vein II está no novo sistema de companheiros. Diferente de simples aliados controlados pela IA, esses parceiros podem ser ativados ou “assimilados” pelo jogador. Quando assimilados, eles concedem bônus temporários de ataque, defesa ou habilidades especiais, alterando o ritmo do combate de forma imediata. Essa escolha cria um jogo constante de risco e recompensa: manter o parceiro em campo para dividir a atenção dos inimigos ou absorvê-lo para ganhar poder bruto em momentos críticos. Esse sistema funciona muito bem na teoria e, na prática, adiciona uma camada estratégica interessante. Ele também permite ajustar a dificuldade de forma indireta, algo que jogadores menos experientes certamente vão apreciar.
O problema é que essa ênfase nos parceiros veio acompanhada de uma decisão controversa: a remoção completa do modo cooperativo online. Para quem se aproximou do primeiro Code Vein justamente pela possibilidade de jogar com amigos, essa ausência pesa e faz falta. O combate, por sua vez, é mais rápido e agressivo do que no jogo original. Combos fluem com facilidade, habilidades especiais são usadas com frequência e a presença constante dos parceiros muda completamente o ritmo das batalhas. Isso torna Code Vein II menos cadenciado e menos tático no sentido tradicional dos soulslikes.
Em termos de progressão, Code Vein II continua sendo um prato cheio para quem gosta de personalização. O sistema de Blood Codes retorna, permitindo alternar builds livremente sem a necessidade de recomeçar o personagem. Cada código favorece atributos específicos e traz bônus e penalidades próprias, incentivando experimentação constante. É um dos sistemas mais inteligentes do jogo, pois evita a rigidez comum a outros títulos do gênero. Armas e equipamentos, aqui chamados de Formae, oferecem boa variedade, desde lâminas tradicionais até opções mais exóticas, como rifles de baioneta e armas conjuradas. Não há armaduras convencionais, já que a defesa depende da combinação entre nível, Blood Code e escudos específicos. O foco visual está totalmente voltado para a personalização estética, que é absurdamente extensa. É possível modificar o personagem com capas, acessórios, orelhas de animais, óculos e uma infinidade de itens cosméticos, sem impacto direto nos atributos.
No fim das contas, Code Vein II é um jogo de contrastes. Ele melhora sistemas, amplia escopo e tenta se diferenciar dentro de um gênero saturado, mas nem sempre consegue alinhar ambição com refinamento. É um título que oferece diversão, especialmente para quem gosta de experimentar builds e explorar mecânicas profundas, mas que também deixa a sensação constante de oportunidades perdidas.
Autor(a):
Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.