CNI questiona no STF lei que corta 10% dos incentivos fiscais, alegando violação de direitos adquiridos e insegurança jurídica para investimentos planejados.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) protocolou, nesta quarta-feira (14), uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal (STF). A ação contesta trechos da nova lei que impõe um corte linear de 10% nos incentivos fiscais concedidos pelo governo federal.
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O principal ponto de contestação da CNI é a extensão do corte de benefícios tributários a projetos de investimentos aprovados antes de 31 de dezembro de 2025. A entidade argumenta que essa medida viola o direito adquirido a incentivos fiscais com prazos definidos.
Segundo a CNI, a alteração traz insegurança jurídica, pois muda as regras para investimentos já planejados ou em andamento. A confederação destaca que, embora a nova legislação busque respeitar a condição onerosa, que impede o cancelamento de benefícios antes do término do prazo, uma nova delimitação legal prejudica contribuintes e setores específicos.
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A CNI ressalta que a lei afirma respeitar a condição onerosa, mas impõe uma restrição: apenas investimentos com projetos aprovados até 31 de dezembro de 2025 são considerados. Para a entidade, essa imposição de uma data limite quebra a confiança dos investidores, pois altera regras previamente estabelecidas e fere o princípio da não-surpresa, que proíbe o governo de impor novos custos inesperados aos contribuintes.
Autor(a):
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.