Alerta da CNC: Redução da jornada para 36h pode causar prejuízo de R$ 122 bilhões! 😱 Entenda os riscos para o comércio brasileiro e o mercado de trabalho
A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) emitiu um alerta sobre os possíveis efeitos de uma redução da jornada semanal para 36 horas no setor comercial brasileiro. A entidade estima que a implementação da proposta, caso aprovada no Congresso, poderia gerar um impacto financeiro de R$ 122,4 bilhões.
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Essa análise, divulgada na segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026, detalha os desafios que essa mudança representaria para as empresas e para o mercado de trabalho.
Segundo a CNC, a adoção de uma jornada de 36 horas exigiria uma profunda reorganização das relações de trabalho, com consequências significativas para os custos, a rentabilidade e o volume de negócios das empresas. A instituição destaca que a legislação vigente, com uma jornada padrão de 44 horas semanais estabelecida pela Constituição e regulamentada pela CLT, e a predominância da escala 6×1 nos setores de comércio e serviços, que operam em horários extensos, incluindo fins de semana e feriados, criam um cenário complexo para essa transição.
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Dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) de 2024 revelam que o Brasil possui 57,8 milhões de empregos formais. A CNC estima que cerca de 31,5 milhões de trabalhadores estariam diretamente afetados pela mudança, concentrados principalmente nos setores de serviços e comércio.
No varejo, a maioria dos contratos formais (93%) excede as 40 horas semanais, enquanto no atacado, essa porcentagem é de 92%. A entidade aponta que aproximadamente 50% dos vínculos no comércio seriam informais, conforme dados da Pnad Contínua.
Para avaliar os impactos, a CNC considerou um novo teto de 40 horas semanais, com a necessidade de readaptação dos funcionários que atualmente possuem jornadas superiores. Devido à proibição de redução salarial, a adequação exigiria demissões, readmissões e contratações adicionais para manter o funcionamento das empresas.
A entidade estima que o custo total de adequação ao novo teto no setor de comércio seria equivalente a um aumento de 21% na folha salarial. A análise também prevê que, para cada aumento de 1% na massa salarial do comércio, haveria um repasse médio de 0,6% nos preços ao consumidor final.
Com um choque de 21% na folha, a alta estimada nos preços poderia atingir 13%.
Além do impacto nos preços, o estudo avaliou os efeitos sobre o Excedente Operacional Bruto (EOB) do comércio, que mede a remuneração do capital antes dos impostos. A CNC estima que a medida resultaria em uma redução de 5,7% no EOB do setor, representando uma perda de R$ 73,31 bilhões.
A instituição ressalta que essa redução nas margens poderia estimular ajustes de custos, como a readequação do quadro de funcionários, o que poderia anular parte dos benefícios esperados aos trabalhadores no curto prazo. A CNC também aponta que os efeitos poderiam ser potencializados pela maior adoção de tecnologias e pela escassez de mão de obra especializada no comércio.
Autor(a):
Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.