Claudio Tapia, presidente da AFA, é convocado pela Justiça argentina em investigação sobre retenção indevida de impostos. Descubra os detalhes dessa polêmica!
Claudio Tapia, presidente da Asociación Argentina de Fútbol (AFA), conhecido como “Chiqui” Tapia, foi convocado pela Justiça da Argentina para prestar depoimento em uma investigação sobre a suposta retenção indevida de impostos e contribuições à seguridade social.
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Além disso, a Justiça determinou que ele não pode deixar o país.
A decisão foi tomada pelo juiz Diego Amarante, especializado em matéria penal econômica, após um pedido da Agência de Arrecadação e Controle Aduaneiro (ARCA), que é o equivalente à Receita Federal no Brasil. O tesoureiro da AFA, Pablo Toviggino, também foi convocado e está proibido de sair da Argentina.
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Conforme informações do site Todo Notícias, Tapia deve comparecer à Justiça no dia 5 de março, enquanto Toviggino foi convocado para o dia 6. Outros dirigentes, como Cristian Ariel Malaspina, Gustavo Lorenzo e Víctor Blanco, também foram incluídos na convocação.
A ARCA investiga a AFA por atuar como agente de retenção, ou seja, responsável por descontar impostos e contribuições de terceiros, mas não repassando os valores ao Estado dentro do prazo legal, que é de até 30 dias após o vencimento. O período sob investigação abrange de março de 2024 a setembro de 2025.
Entre os tributos em questão estão o Imposto sobre Valor Agregado (IVA), o Imposto de Renda e contribuições para a seguridade social. A denúncia aponta que essa conduta pode configurar “delito de omissão”, uma vez que a obrigação de repassar os valores é inerente à função de agente de retenção.
Na denúncia inicial, o montante não depositado corretamente era de 7.593.903.512,23 pesos argentinos. Esse valor foi posteriormente ampliado em mais 11.759.643.331,62 pesos, totalizando mais de 19,3 bilhões de pesos sob investigação. A ARCA enfatiza que esses recursos pertencem ao Estado desde o momento em que são retidos.
O não repasse pode ser interpretado como apropriação indevida de recursos públicos. A acusação argumenta que o crime pode ser caracterizado mesmo sem a intenção explícita de apropriação, bastando o conhecimento da obrigação legal e a capacidade de cumprir o pagamento.
A ARCA acredita que a AFA tinha ciência de suas obrigações, realizou as retenções e possuía condições financeiras para efetuar os depósitos, mas não o fez. Relatórios do Banco Credicoop indicam movimentações financeiras nas contas da AFA, sugerindo que havia capacidade para cumprir as obrigações.
Até o momento, Tapia e os demais convocados não se manifestaram publicamente sobre o caso.
Autor(a):
Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.