Claro encerra modelo tradicional de concessão da telefonia fixa
No dia 24 de dezembro de 2025, a Claro anunciou o fim do modelo tradicional de telefonia fixa no Brasil. A operadora assinou um acordo que altera as regras do serviço de longa distância, encerrando o antigo regime de concessão. Com isso, a Claro deixa o modelo de concessão pública do Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC), que se estenderia até 31 de dezembro de 2025.
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Segundo informações do portal Telesintese, a empresa agora atuará sob um regime de autorização, que é considerado mais moderno e flexível. Essa mudança implica em menos obrigações burocráticas, permitindo à operadora estruturar seus serviços de acordo com a demanda do mercado.
O que muda na prática para os serviços?
A mudança não significa que o serviço de telefonia fixa deixará de existir, mas que passará a seguir novas regras, alinhadas ao modelo privado. A Claro assumiu compromissos importantes, como a manutenção de telefones públicos ativos em 1.772 locais até 31 de dezembro de 2025.
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De 1º de janeiro de 2026 até 31 de dezembro de 2038, a operadora deverá manter esses serviços em 1.713 localidades.
Além disso, a Claro poderá implementar novas alternativas, desde que aprovadas pela Anatel, permitindo chamadas locais, nacionais e internacionais sem limite de tempo, conectadas à rede pública de telefonia.
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Investimentos obrigatórios
Com a migração para o novo regime, a Claro se comprometeu a aumentar seus investimentos no Brasil. A empresa deverá comprovar que esses investimentos resultaram em uma ampliação efetiva do atendimento à população.
O novo termo também consolida diversas autorizações do grupo Claro, fazendo com que contratos antigos deixem de valer e as autorizações de uso de radiofrequência sejam vinculadas ao novo instrumento. Essa mudança traz importantes efeitos legais para a operadora.
