Cíntia Chagas explica por que rejeita rótulo de feminista em debate sobre violência feminina

Cíntia Chagas e a Identidade Feminista
A professora e influenciadora Cíntia Chagas compartilhou suas razões para evitar a identificação como feminista, mesmo tendo se envolvido recentemente em questões relacionadas aos direitos das mulheres. Reconhecida por seu trabalho com língua portuguesa e comportamento, Cíntia, que possui uma postura conservadora, ganhou notoriedade ao lançar um livro sobre feminismo em colaboração com a ex-deputada federal Manuela D’Ávila.
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O projeto surgiu após um debate entre as duas, sendo amplamente elogiado por promover um diálogo respeitoso entre diferentes visões ideológicas. Em entrevistas anteriores, Cíntia mencionou ter recebido apoio de mulheres feministas após relatar experiências de violência.
Durante sua participação no podcast RivoTalks, disponível no YouTube, a influenciadora explicou que não se considera feminista, pois acredita que essa rotulação poderia dificultar sua comunicação com mulheres conservadoras.
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Desafios da Comunicação
“Eu rejeito [o rótulo], porque a partir do momento em que eu me autointitular feminista, eu não alcanço o grupo que eu alcanço e que, modéstia à parte, somente eu tenho alcançado no Brasil. E que eu quero que morra menos”, afirmou Cíntia. Ela destacou que mulheres conservadoras tendem a evitar discutir o tema da violência, afirmando que “a mulher conservadora é, sim, a mulher que tem mais chances de apanhar”.
Cíntia explicou que essa situação ocorre porque muitas mulheres não se sentem à vontade para abordar o assunto, já que a violência contra a mulher está frequentemente associada ao feminismo. “Existe essa visão estereotipada, segundo a qual a mulher feminista é aquela mulher de axilas por fazer, que está gritando na Paulista”, comentou, ressaltando que esse estereótipo pode levar a consequências graves.
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Impacto nas Redes Sociais
A educadora também revelou que perdeu um número considerável de seguidores ao começar a discutir a violência contra a mulher em suas plataformas. “Eu posso falar, sim, porque perdi aproximadamente 200 mil seguidores quando aderi à pauta. Duzentos mil seguidores.
Escreviam para mim: ‘Sua feminista, para que falar disso?’”, compartilhou Cíntia.
Ao concluir sua reflexão, Cíntia reafirmou que prefere não se identificar como feminista, pois acredita que isso poderia limitar sua capacidade de se conectar com o público que deseja atingir. “Então, me parece contraproducente me colocar como feminista, porque eu vou perder a minha interlocução com essas mulheres”, finalizou.
Autor(a):
Ricardo Tavares
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.



