Cilia Flores, primeira-dama da Venezuela, é detida por forças dos EUA em meio a bombardeios. O governo declara emergência e ignora paradeiro do casal Maduro.
A primeira-dama da Venezuela, Cilia Flores, foi detida por forças especiais dos Estados Unidos neste sábado (3). A confirmação veio do presidente americano, Donald Trump, que informou que Flores e o líder venezuelano, Nicolás Maduro, foram retirados do país após um ataque militar em grande escala que atingiu Caracas e outras áreas.
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Enquanto isso, o governo venezuelano declarou emergência nacional e afirma não saber o paradeiro do casal.
Cilia Flores se destaca internacionalmente como uma das figuras mais influentes da política chavista nas últimas três décadas. Nascida em 1956 em Tinaquillo, ela é advogada especializada em direito trabalhista e penal. Sua trajetória no chavismo começou em 1992, quando fez parte da equipe de defesa de Hugo Chávez após a tentativa de golpe contra Carlos Andrés Pérez.
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Foi nesse período que conheceu Nicolás Maduro, com quem se casou civilmente em julho de 2013, após mais de 30 anos de relacionamento.
Flores construiu um capital político significativo, ocupando altos cargos na administração pública. Ela foi a primeira mulher a presidir a Assembleia Nacional, de 2006 a 2011, e atuou como Procuradora-Geral da República entre 2012 e 2013. No jargão oficial, é chamada de “primeira combatente”, um termo que substitui o tradicional título de primeira-dama.
Considerada uma conselheira estratégica de Maduro, sua influência é vista como crucial na consolidação do poder do presidente após a morte de Chávez. Embora tenha adotado um perfil mais discreto nos últimos anos, sua presença nos bastidores do Palácio de Miraflores é notável.
A trajetória de Cilia Flores também é marcada por polêmicas. Em 2018, ela foi alvo de sanções do Departamento do Tesouro dos EUA e do governo canadense, sob a alegação de que seu círculo íntimo ajudava a manter o regime. Em 2015, dois de seus sobrinhos foram presos no Haiti pela DEA e condenados por tráfico de cocaína em Nova York, sendo libertados em uma troca de prisioneiros em 2022.
Além disso, durante seu tempo no Parlamento, Flores enfrentou críticas por contratar vários familiares para cargos na Casa Legislativa, o que ela defendeu na época.
A captura de Cilia Flores ocorreu em meio a bombardeios em áreas civis e militares nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, além da capital. Testemunhas relataram explosões e o uso de aeronaves durante a madrugada. O governo venezuelano classificou a ação como uma “agressão criminosa” e convocou a população a se mobilizar para garantir a soberania nacional.
Autor(a):
Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.