Cientistas Revelam Identidade de Marinheiros da Trágica Expedição ao Ártico de 1845
Cientistas revelam novas ossadas de marinheiros da expedição de 1845 ao Ártico, liderada por Sir John Franklin. Descubra os detalhes dessa descoberta histórica!
Cientistas Descobrem Ossadas de Marinheiros da Expedição ao Ártico de 1845
Pesquisadores identificaram novas ossadas de marinheiros que participaram da expedição ao Ártico em 1845. A missão, liderada pelo Sir John Franklin, tinha como meta encontrar a Passagem Noroeste. Essa rota marítima, atualmente conhecida, localiza-se ao norte do Canadá e do Círculo Polar Ártico, conectando os oceanos Atlântico e Pacífico através do Oceano Ártico.
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O estudo utilizou análises de DNA obtidas de amostras de dentes e ossos arqueológicos encontrados na Ilha do Rei Guilherme, no Ártico canadense. Os dois navios da expedição, o HMS Erebus e o HMS Terror, transportavam 129 tripulantes quando ficaram presos no gelo por quase dois anos, sendo abandonados em abril de 1848.
Os 105 homens restantes tentaram arrastar trenós com suprimentos ao longo da costa oeste da Ilha do Rei William, no que hoje é o território de Nunavut, no Canadá, mas nenhum sobreviveu.
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Identificação de Tripulantes
Os resultados da pesquisa confirmaram a identidade de tripulantes do HMS Erebus que faleceram durante a tentativa de fuga em 1848, quando a embarcação ficou presa ao gelo. Os novos homens identificados incluem William Orren, marinheiro de primeira classe, David Young, de 17 anos, e John Bridgens, ajudante de oficiais.
Até agora, cinco integrantes da expedição original foram identificados por meio de comparação com perfis genéticos de descendentes vivos.
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A história trágica da expedição inspirou diversas obras, incluindo uma pintura de Francois Musin. Nos últimos anos, a comparação de DNA de descendentes ajudou os cientistas a identificar John Gregory, o engenheiro do Erebus, e James Fitzjames, o capitão do navio, cujos ossos apresentaram indícios de canibalismo.
A identificação foi realizada através do cruzamento de amostras modernas e antigas.
Detalhes sobre os Marinheiros
No caso de John Bridgens, o perfil de DNA mostrou uma correspondência genética com distância zero em relação a um descendente materno. Para David Young, a comparação do cromossomo Y indicou uma probabilidade de parentesco superior a 250 mil vezes em relação a um indivíduo não aparentado.
John Bridgens, nascido em 1818, serviu como músico antes de se voluntariar para a expedição. Ele tinha 1,67 metro de altura, cabelos escuros e olhos castanhos, e seus registros de serviço indicam que era analfabeto e atuava como despenseiro a bordo do HMS Erebus.
David Young ingressou no HMS Erebus aos 17 anos como “menino de primeira classe”. A análise osteológica de sua mandíbula revelou que os terceiros molares ainda não haviam eclodido no momento de sua morte. O estudo original foi publicado no início de maio pela revista científica.