Cientistas da Universidade de Miami e Princeton Rastreiam Borboletas-Monarca em Tempo Real!

Cientistas da Universidade de Miami e Princeton inovam ao rastrear borboletas-monarca em tempo real, revolucionando a pesquisa sobre migração e comportamento desses insetos

2 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Pesquisadores Rastreiam Borboletas-Monarca em Tempo Real

Uma equipe de cientistas da Universidade de Miami e da Universidade de Princeton está utilizando uma nova tecnologia de rastreamento para monitorar borboletas-monarca em tempo real. Essa inovação pode revolucionar a pesquisa sobre migração e comportamento desses insetos.

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As borboletas são equipadas com pequenos transmissores de rádio que informam sua localização durante a migração pela América do Norte.

Os dispositivos são leves e projetados para se fixar nas costas das borboletas, permitindo que os pesquisadores acompanhem seus movimentos, que antes eram inferidos apenas por avistamentos e pela recuperação dos transmissores. O Dr. Neil Rosser, biólogo evolucionista da Universidade de Miami, comentou sobre a colaboração com Isla Duporge, especialista em tecnologia, drones e inteligência artificial.

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Inovação Tecnológica

As etiquetas utilizadas são fabricadas pela Cellular Tracking Technologies e funcionam com sinais Bluetooth e pequenos painéis solares, eliminando a necessidade de baterias. Qualquer receptor dentro do alcance, como smartphones, pode captar o sinal.

Segundo a empresa, essa tecnologia permite que as etiquetas operem durante toda a vida da borboleta.

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Isla Duporge destacou que a capacidade de rastrear borboletas-monarca em tempo real abre um vasto leque de possibilidades. Essas borboletas realizam uma migração impressionante, percorrendo milhares de quilômetros do Canadá e do norte dos Estados Unidos até o México, o que representa a mais longa migração conhecida entre os insetos.

Impacto na Pesquisa Ecológica

Os dados coletados são apresentados em mapas interativos que revelam as trajetórias de movimento das borboletas, permitindo uma melhor compreensão de como elas se orientam, onde fazem paradas e como fatores ambientais influenciam sua migração. Os pesquisadores acreditam que essa tecnologia poderá ser aplicada a outros insetos, como libélulas e gafanhotos, contribuindo para estudos ecológicos e esforços humanitários ao rastrear enxames destrutivos.

Rosser enfatizou que essa inovação representa um marco significativo, não apenas para o estudo das borboletas-monarca, mas também para a compreensão do movimento animal em geral.

Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.

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