Cientistas catalogam exoplaneta GJ 523b, uma “Mega-Terra” 2,5 vezes maior que a Terra

A descoberta do GJ 523b pode revolucionar a compreensão sobre a formação de exoplanetas e suas atmosferas, desafiando teorias estabelecidas.

22/08/2026 00:31

3 min

Camadas de rocha derretida no interior de Super-Terras podem gerar campos magnéticos
Camadas de rocha derretida no interior de Super-Terras podem ger...

Cientistas do Centro de Pesquisa de Origens de Wisconsin (WiCOR) descobriram e catalogaram o primeiro exoplaneta, chamado GJ 523b, que possui um tamanho impressionante, sendo mais de 2,5 vezes maior que a Terra. Com aproximadamente 170 milhões de anos, este exoplaneta é classificado como uma “Mega – Terra” e foi identificado utilizando um espectrógrafo e dados do Telescópio Espacial James Webb.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O GJ 523b é composto principalmente por rochas densas e apresenta um núcleo massivo. De acordo com informações da WiCOR, sua massa é 23 vezes maior que a da Terra e seu tamanho corresponde a 60% do de Netuno. Os pesquisadores consideram esse corpo celeste peculiar, uma vez que pode oferecer novas perspectivas sobre os processos de formação planetária.

Formação incomum do exoplaneta

A formação do GJ 523b desperta interesse entre os cientistas devido ao seu caráter atípico. Normalmente, planetas se formam com um núcleo rochoso rodeado por metais que acumulam uma atmosfera gasosa composta principalmente por hidrogênio. Planetas grandes em nosso sistema solar desenvolveram suas atmosferas quando atingiram tamanhos cerca de 20 vezes superiores ao da Terra.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No entanto, essa Mega – Terra não seguiu esse padrão.

O artigo que relata essa descoberta discute diversas teorias para explicar o porquê dessa diferença. Uma das hipóteses sugere que parte da atmosfera do GJ 523b foi removida durante sua órbita. Outra possibilidade apresentada é que ele poderia ter sido originalmente formado pela colisão de dois planetas menores que perderam suas atmosferas devido ao calor gerado na fusão.

Reações dos pesquisadores

Max Kroft, estudante de pós – graduação e um dos autores do estudo, expressou surpresa com a descoberta: “não era nada do que esperávamos. Planetas densos como este não são incomuns, mas geralmente são pequenos e rochosos, semelhantes à Terra ou Mercúrio.

Este planeta é duas vezes e meia maior que a Terra.”

Leia também

Kroft explicou ainda que “um planeta não consegue reter sua atmosfera se estiver muito quente, então você poderia acabar com uma grande massa de rocha formada pela fusão desses dois planetas com muito pouca atmosfera.” Ele acredita que análises futuras dos milhares de planetas já identificados permitirão uma classificação mais precisa desses corpos celestes.

Novas descobertas no horizonte

Uma nova fase nesse processo de classificação deve acontecer no final de agosto, quando a NASA programou o lançamento do Telescópio Nancy Grace Roman. Esse telescópio será fundamental para descobrir dezenas de milhares de novos planetas em potencial.

A expectativa é que as novas tecnologias contribuam significativamente para o entendimento da diversidade planetária e das condições necessárias para a formação atmosférica em mundos distantes.

Autor(a):

Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!