Cientista político aponta que 20% dos eleitores brasileiros devem decidir voto na última hora

A proximidade das eleições intensifica a indecisão entre eleitores, especialmente mulheres e jovens, que podem impactar significativamente os resultados.

12/08/2026 01:10

2 min

TSE (Tribunal Superior Eleitoral)
TSE (Tribunal Superior Eleitoral)

Um estudo recente aponta que cerca de 20% dos eleitores brasileiros devem deixar para decidir seu voto nas horas finais antes das eleições. Essa avaliação é do cientista político e professor da FGV – EAESP, Eduardo Grin, que conversou com o WW sobre o tema.

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O fenômeno reflete um crescente cansaço eleitoral em um cenário polarizado, onde as candidaturas não conseguem mobilizar uma parte significativa da sociedade.

As campanhas eleitorais têm início na próxima semana, e Grin analisou os principais desafios que surgem nesse período. Ele destacou quais grupos de eleitores podem ser mais influentes no resultado final das eleições.

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Polarização e falta de opções

Segundo Eduardo Grin, a presença de indecisos está diretamente relacionada à polarização típica dessa eleição, que apresenta dois polos bem definidos. “Nós vivemos uma eleição marcada por dois polos, um representado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e outro pelo Flávio Bolsonaro, que ao mesmo tempo não empolgam uma outra parcela significativa da sociedade”, comentou o especialista.

Grin observou que, dependendo da pesquisa consultada, esse grupo de indecisos pode representar mais de 20% do eleitorado. Ele enfatizou que optar por decidir o voto na última hora não implica necessariamente escolher entre os dois principais candidatos. “Podem não ir votar, podem votar em branco, podem votar nulo ou podem votar por alguns candidatos”, explicou.

Essa atitude reflete a percepção de que há uma escassez de opções viáveis para uma parte relevante do eleitorado.

Mulheres e jovens como eleitores – chave

O professor também identificou perfis específicos de eleitores que tendem a fazer suas escolhas mais perto do dia da votação. Ele observou que as mulheres costumam ser mais indecisas do que os homens e que os jovens também frequentemente definem seus votos em cima da hora.

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Esses grupos formam o que Grin chama de eleitores “independentes”, considerados cruciais para determinar o resultado das eleições.

Para ele, entender essas características será fundamental para as estratégias de marketing das campanhas eleitorais. “Ao que tudo indica, serão aqueles que vão ser o pêndulo importante para decidir o resultado dessa eleição, seja no primeiro turno ou eventualmente se ela for para o segundo turno”, afirmou Grin.

Além disso, mesmo entre os eleitores mais fiéis a Lula e Flávio Bolsonaro, existe um certo grau de indecisão, indicando um cenário ainda mais complexo para os candidatos.

Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.

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