Cidadãos cubanos superam venezuelanos e lideram pedidos de refúgio no Brasil em 2025
Cidadãos cubanos, impulsionados por crises internas, lideram os pedidos de refúgio no Brasil, refletindo uma crescente busca por segurança e direitos humanos
Um estudo realizado pelo Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra) revela que, em 2025, os cubanos superaram os venezuelanos e se tornaram o grupo com o maior número de pedidos de refúgio no Brasil. A pesquisa, que contou com a colaboração do Ministério da Justiça, registrou um total de 75.599 solicitações de refúgio feitas por indivíduos de diversas nacionalidades.
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Deste total, 41.919 pedidos foram apresentados por cidadãos cubanos, o que corresponde a aproximadamente 55,4% do total.
Aumento significativo nos pedidos de refúgio
Comparando com o ano anterior, quando foram contabilizados 22.288 pedidos de refúgio provenientes de Cuba em 2024, houve um aumento expressivo de 88,1% nas solicitações cubanas em 2025. Os venezuelanos ficaram na segunda posição, com 21.233 pedidos registrados, representando cerca de 28,1% do total.
Em terceiro lugar estão os colombianos, com apenas 1.432 solicitações.
Distribuição dos pedidos pelo Brasil
O levantamento também destaca que 52,4% dos pedidos de refúgio aprovados pelo Comitê Nacional para os Refugiados (Conare) foram feitos em estados da região Norte do Brasil. As unidades federativas que receberam a maior quantidade de solicitações foram Roraima (32%), São Paulo (26,5%) e Amapá (12,6%).
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O estudo aponta que uma parte significativa das solicitações está relacionada a “violações generalizadas de direitos humanos”, representando 94,7% do total. Dentro desse contexto, os venezuelanos formam o maior grupo afetado por essa situação.
A crise em Cuba tem sido intensificada por tensões políticas e econômicas com os Estados Unidos. Recentemente, o governo cubano tem enfrentado pressões adicionais sob a administração de Donald Trump. O presidente Miguel Díaz-Canel busca responder às sanções rigorosas impostas pelos EUA, que visam desestabilizar a economia cubana e promover mudanças políticas no país, incluindo a possibilidade de uma troca de regime.
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Essas ações incluem restrições severas ao comércio e um bloqueio contínuo ao petróleo cubano. A situação é alarmante para muitos cubanos, que temem um possível cenário violento caso as tensões se intensifiquem ainda mais. O governo cubano já alertou sobre as consequências catastróficas que um ataque dos Estados Unidos poderia provocar na ilha.
Com esse panorama complexo e desafiador, a migração continua sendo uma alternativa buscada por muitos cubanos em busca de melhores condições de vida e segurança fora do seu país natal.