Descubra como o ciclo menstrual se conecta com as fases da lua! Entender essa relação pode transformar seu autoconhecimento e bem-estar. Clique e saiba mais!
O ciclo menstrual e as fases da lua compartilham mais semelhanças do que se imagina. Estudos em cronobiologia indicam que os ritmos hormonais femininos seguem ciclos de aproximadamente 28 dias, que é a mesma duração do ciclo lunar. Ao longo dos anos de prática clínica em saúde feminina, percebo que entender essas fases é um poderoso ato de autoconhecimento para as mulheres.
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Cada fase do ciclo menstrual provoca variações nos níveis de estrogênio e progesterona, impactando a disposição, a cognição, a libido e até a tomada de decisões. Essa relação não é misticismo, mas sim fisiologia. Ao observar essas fases, é possível criar um calendário de autogestão eficaz.
É comum associar o termo “ciclo menstrual” apenas ao período de sangramento. No entanto, o ciclo é mais amplo, começando no primeiro dia da menstruação e indo até o primeiro dia da próxima. Nesse intervalo, o corpo passa por quatro fases distintas, cada uma com um perfil hormonal único.
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Quando explico isso na clínica, percebo um alívio nas pacientes, que entendem que não são “complicadas”, mas sim cíclicas. O ciclo é regulado pelo eixo hipotálamo-hipófise-ovário, que coordena a liberação de hormônios como FSH, LH, estrogênio e progesterona, cada um com picos em momentos diferentes.
O cálculo do ciclo menstrual é simples: conte a partir do primeiro dia da menstruação até o primeiro dia da próxima. Ciclos entre 21 e 35 dias são considerados normais. Na prática clínica, percebo que registrar o ciclo de forma consistente ajuda na regulação natural do mesmo.
Para aquelas que não menstruam, como as que estão na menopausa ou usam anticoncepcionais hormonais, as fases da lua podem servir como um mapa externo equivalente.
Compreender as fases do ciclo menstrual ajuda a reconhecer as variações ao longo do mês, permitindo aproveitar os potenciais e minimizar desafios.
Essa fase é marcada pela queda nos níveis de estrogênio e progesterona. O endométrio é eliminado, e o corpo entra em um estado de renovação. Costumo chamar essa fase de “luto simbólico”, onde o corpo libera o que não é mais necessário.
Pesquisas em psicologia cognitiva mostram que, durante esse período, o foco interno aumenta e a sensibilidade à dor social se eleva. Respeitar esse ritmo é uma estratégia de saúde.
Nesta fase, os níveis de estrogênio começam a subir, estimulando a renovação do endométrio e o crescimento dos folículos ovarianos. Neurologicamente, há um aumento da dopamina e serotonina, resultando em mais energia e criatividade.
É um período em que muitas mulheres sentem vontade de recomeçar e tomar decisões importantes. Estudos indicam que, nessa fase, o desempenho em tarefas de memória verbal e flexibilidade cognitiva tende a ser melhor.
O pico de estrogênio provoca a ovulação, marcando o momento de maior fertilidade e vitalidade. A testosterona também aumenta, elevando a libido. As mulheres se sentem mais comunicativas e dispostas a se conectar.
Esse período corresponde à Lua Cheia, um símbolo de plenitude e visibilidade.
Após a ovulação, o folículo se transforma em corpo lúteo, que passa a produzir progesterona. Se não houver fecundação, os níveis de progesterona caem, desencadeando os sintomas da TPM.
A TPM é uma resposta neuroendócrina real, e estudos mostram que a queda de progesterona afeta os receptores de GABA no cérebro. Essa fase é mais introspectiva, e o Calendário Menstrual ajuda a interpretar esse recolhimento como necessário.
O Calendário Menstrual é um registro do início de cada ciclo ao longo dos meses, permitindo identificar padrões e prever fases. Isso facilita o planejamento de compromissos e decisões de forma mais inteligente.
Uma paciente quase terminou um relacionamento por se sentir distante, mas ao consultar o calendário, percebeu que estava na fase lútea, que é naturalmente mais introspectiva.
Cólicas intensas, ciclos irregulares e TPM severa são sinais que merecem atenção. O primeiro passo é descartar causas orgânicas com um ginecologista. Após isso, é importante considerar o componente emocional.
A psiconeuroimunologia demonstra que estados emocionais crônicos podem alterar a produção hormonal. O estresse crônico, por exemplo, inibe o eixo reprodutivo, resultando em irregularidades menstruais.
O ciclo menstrual e as fases da lua compartilham um ritmo reconhecido pela ciência. Compreender esse ciclo é uma estratégia eficaz para saúde e bem-estar. Ao mapear suas fases, é possível tomar decisões mais alinhadas com a biologia e identificar precocemente quando algo requer atenção médica.
Autor(a):
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.