Christine Lagarde celebra cessar-fogo entre EUA e Irã e prevê impacto positivo no Estreito de Ormuz

Christine Lagarde acredita que o cessar-fogo pode facilitar a reabertura do Estreito de Ormuz, mas alerta que a inflação na zona do euro ainda persistirá

(Imagem de reprodução da internet).

Christine Lagarde celebra cessar-fogo entre EUA e Irã

A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, comemorou nesta segunda-feira (15) a notícia de um cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã, afirmando que isso poderia ajudar a reabrir o Estreito de Ormuz. No entanto, alguns membros do Banco alertaram que a medida não reduziria imediatamente a alta inflação da zona do euro.

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Autoridades americanas e iranianas anunciaram no domingo (14) que chegaram a um acordo para encerrar a guerra, o que diminuiu as apostas em aumentos de juros pelo BCE. “Se essa notícia for confirmada pelos desdobramentos nos próximos dias e pela assinatura de um memorando de entendimento… é uma boa notícia.

Só podemos comemorar”, declarou Lagarde à rádio France Culture. Ela alertou, no entanto, que “toda a questão do enriquecimento de urânio ainda precisa ser debatida, acordada e concluída na forma de um acordo”.

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Impacto nas taxas de juros e inflação

O BCE aumentou as taxas de juros pela primeira vez em quase três anos na semana passada, em uma tentativa de conter a inflação antes que o aumento nos custos de energia, consequência da interrupção no fornecimento, se espalhe ainda mais pela economia da zona do euro.

Os investidores financeiros, que apostavam em mais dois aumentos da taxa de juro do BCE ao longo do próximo ano, reduziram as expectativas nesta segunda-feira (15), prevendo apenas um aumento adicional.

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Em declarações posteriores em Frankfurt, Joachim Nagel, membro do Conselho do BCE, observou que a reação dos mercados financeiros ao acordo demonstrava que os investidores antecipavam uma solução duradoura para o conflito com o Irã. No entanto, ele se mostrou cauteloso quanto ao impacto na inflação da zona do euro, afirmando que não haverá alívio imediato, pois levaria meses para que o fornecimento de petróleo retornasse aos níveis pré-guerra.

Perspectivas futuras para a política monetária

“Não há alívio à vista em um futuro próximo”, destacou Nagel, que preside o Bundesbank, o banco central alemão. “Pelo contrário: mesmo que o Estreito de Ormuz se torne navegável novamente em breve, levaria meses para que o fornecimento de petróleo retornasse ao normal”, apontou.

Nagel reafirmou que todas as opções – tanto manter as taxas de juros estáveis quanto aumentá-las – permanecem em aberto para a próxima reunião de política monetária do banco central, nos dias 22 e 23 de julho.

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O presidente do banco central da Eslováquia, Peter Kazimir, também afirmou que os danos ao fornecimento de petróleo não podem ser revertidos da noite para o dia e colocou em discussão a possibilidade de um maior aperto monetário. Martins Kazaks, do Banco da Letônia, destacou que “a reposição das reservas provavelmente levará mais tempo” e que cada reunião está “em aberto” para um possível aumento da taxa de juros.