A China promoverá, no porto de Tianjin, entre 31 de agosto e 1º de setembro, uma parada militar para celebrar os 80 anos do término da Segunda Guerra Mundial. Estarão presentes o ditador norte-coreano Kim Jong Un e o presidente russo, Vladmir Putin.
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A demonstração militar contará com a presença de 10 mil soldados, mais de 100 aeronaves e centenas de equipamentos militares terrestres. De acordo com autoridades chinesas, todos os produtos foram produzidos no próprio país e vários deles serão apresentados ao público pela primeira vez.
A exibição de poder ocorre em paralelo com uma postura mais firme de Pequim em relação a disputas territoriais regionais, incluindo o caso de Taiwan. O desfile também demonstra união entre Kim, Xi Jinping e Putin.
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Kim Jong Un raramente deixa a Coreia do Norte, tendo realizado apenas 10 viagens internacionais desde sua ascensão ao poder em 2011.
Recentemente, ele visitou Vladimir Putin na Rússia. Os dois países mantiveram uma forte aproximação nos últimos meses, com o envio de tropas norte-coreanas para combater na guerra na Ucrânia.
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A China é o maior importador de produtos russos, comprando US$ 129 bilhões em mercadorias e um dos principais financiadores do regime da família Kim.
A China está disposta a continuar trabalhando com a Coreia do Norte para fortalecer as trocas e a cooperação e avançar na construção socialista, afirmou o vice-ministro de Relações Exteriores da China, Hong Lei.
Adicionalmente, a China também acolhe a CSO (Organização de Cooperação de Xangai), um fórum de segurança regional composto principalmente por países asiáticos.
Putin e o presidente da Índia, Narendra Modi, participam da comissão, juntamente com representantes do Irã. O grupo abordará a influência de Israel no Oriente Médio e a instabilidade da política externa dos Estados Unidos.
A primeira visita de Modi à China após sete anos ocorre em meio à aplicação de uma taxa de 50% sobre produtos indianos. A Índia, antiga rival dos chineses, realiza gestos econômicos pontuais, sinalizando uma aproximação com Pequim.
Fonte por: CNN Brasil