China intensifica diálogos com EUA e Irã, mas evita papel de mediador na crise do petróleo
China intensifica diálogos com EUA e Irã sobre o Estreito de Ormuz, mas reluta em ser mediadora na crise. Descubra os detalhes dessa situação delicada!
China e Diálogo Diplomático com EUA e Irã
A China pode aumentar as conversas diplomáticas com os Estados Unidos e o Irã sobre a reabertura do Estreito de Ormuz, especialmente após a recente visita do presidente americano Donald Trump a Pequim. No entanto, fontes próximas ao governo chinês afirmam que é improvável que o país atue como mediador na crise iraniana.
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Com a crise do petróleo, que começou devido ao fechamento do Estreito de Ormuz, já durando quatro meses, a China demonstra preocupação em encontrar uma solução. Wu Xinbo, assessor do Ministério das Relações Exteriores da China, declarou que o país está disposto a colaborar com ambas as partes. “Manteremos a comunicação com os EUA sobre o assunto por meio de canais diplomáticos, pois a reabertura do Estreito de Ormuz é uma questão urgente para nossos interesses nacionais”, afirmou Wu.
Pressão sobre o Irã e Limites da China
Autoridades americanas têm solicitado que a China intensifique seus esforços para pressionar o Irã a encerrar o conflito de maneira favorável a Washington. Embora Trump tenha afirmado não precisar da ajuda do presidente chinês Xi Jinping, ambos tiveram um encontro durante a cúpula em Pequim.
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Contudo, uma fonte chinesa revelou que há limites para a pressão que Pequim está disposta a exercer sobre Teerã.
A fonte, que preferiu não ser identificada, explicou que a China deseja realmente que a crise chegue ao fim, mas não usará sua influência econômica para pressionar o Irã, como os EUA esperam. “A posição da China é que não pressionará o Irã, pois a raiz do problema está entre os EUA e Israel, e cabe a eles liderar a resolução da crise, já que foram eles que a iniciaram”, acrescentou.
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Além disso, a China está relutante em assumir um papel de mediador nas negociações entre os EUA e o Irã, reconhecendo que quem o fizer precisa manter relações equilibradas com ambas as partes, algo que não se aplica a Pequim, conforme destacou a fonte.