China ignora alertas e mantém apoio crucial ao Irã em meio ao caos no Oriente Médio! Li Bo revela retomada de fornecimento de armas e uso do BeiDou para ataques precisos. A transição para o sistema chinês garante soberania digital do Irã. Alerta sobre riscos estratégicos para a China
Apesar de declarações oficiais de que não interviria diretamente no conflito no Oriente Médio, desencadeado pelos ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, a China continua a fornecer suporte ao país persa. O economista e analista chinês Li Bo revelou que o fornecimento de armas ao Irã, que havia sido interrompido por cerca de dez anos, foi retomado.
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Segundo o diretor do portal Guancha, um dos mais importantes da China, o presidente iraniano expressou o desejo de adquirir caças de última geração.
A China se consolidou como um dos principais fornecedores de armamentos ao Irã, especialmente durante a década de 1980, quando o país estava em guerra com o Iraque (1980-1988). Esse apoio persistiu até o século XXI, embora tenha sido reduzido após pressões internacionais em torno do Irã, cessando por volta de 2015.
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Li Bo destacou que o Irã está utilizando o sistema de navegação por satélite chinês BeiDou para direcionar ataques de mísseis com alta precisão, além de garantir a orientação de drones e ativos navais.
Em 2026, o Irã completou oficialmente a transição de sua infraestrutura militar e crítica do sistema GPS, controlado pelos Estados Unidos, para o Sistema de Navegação por Satélite BeiDou (BDS) da China. Essa mudança estratégica visa garantir orientação criptografada de alta precisão para mísseis, drones e ativos navais, buscando resistir a interferências e fortalecer a “soberania digital” em um contexto de tensões regionais.
Li Bo enfatizou que a China não intervirá diretamente no conflito, mas buscará proteger seus interesses e apoiar as ações justificadas pelo povo iraniano.
O pesquisador, também ligado ao Instituto Tricontinental, alertou que um conflito em larga escala pode ter implicações estratégicas para a China. Ele mencionou que um dos objetivos do conflito pode ser prejudicar a China, citando a possível interrupção de uma rota terrestre de mercadorias chinesas para a Europa, que passa pelo Irã e Turquia.
Essa rota é considerada crucial para evitar rotas marítimas e há planos para sabotá-la.
O governo chinês tem demonstrado uma postura firme, condenando veementemente as ações de Israel e dos Estados Unidos. A China classificou a morte do líder supremo aiatolá Ali Khamenei, que ocupava o cargo desde 1989, e de altos comandantes militares iranianos como uma violação da soberania nacional e das normas internacionais.
O governo reafirmou seu apoio à integridade territorial do Irã e expressou profunda preocupação com o alto número de vítimas civis, incluindo crianças.
A China, em conjunto com a Rússia, exige a interrupção imediata das agressões para evitar um colapso da estabilidade regional e a interrupção de rotas comerciais estratégicas.
Autor(a):
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.