China e Trump se unem em apoio a Cuba e Venezuela sob forte pressão dos EUA

China reafirma apoio a Cuba e Venezuela em encontro com Trump! Pequim mantém posição firme diante da pressão dos EUA e sanções contra os países. Guo Jiakun

China Mantém Posição Firme Sobre Cuba e Venezuela em Encontro com Trump

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, reforçou nesta quarta-feira (13) a postura de Pequim em relação a Cuba e Venezuela, durante uma coletiva de imprensa. A declaração ocorreu em meio à chegada do presidente Donald Trump à China para uma cúpula de dois dias, marcada por intensa pressão dos Estados Unidos sobre ambos os países.

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Guo Jiakun enfatizou que a posição da China sobre Cuba é consistente, clara e inalterada, assim como a posição sobre a Venezuela. Ele ressaltou que a China continua apoiando a Venezuela na defesa de sua soberania, dignidade e direitos legítimos, em resposta às sanções unilaterais impostas por Washington.

A situação se agrava com a pressão contínua dos Estados Unidos, que, há quatro meses, testemunharam ataques que resultaram em mais de 100 mortos e no sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores. Em resposta, Washington intensificou as sanções contra Cuba, ampliando restrições em setores como energia, finanças e entidades estatais.

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A China, por sua vez, tem demonstrado apoio concreto através do envio de ajuda emergencial e equipamentos. Desde janeiro, Pequim forneceu 60 mil toneladas de arroz, US$ 80 milhões em assistência e equipamentos fotovoltaicos para hospitais e comunidades afetadas por apagões.

Com o financiamento e a tecnologia chinesa, Cuba incorporou mais de 1.000 megawatts de capacidade geradora no último ano.

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Em relação à Venezuela, a China reagiu às licenças emitidas pelo Departamento do Tesouro dos EUA em abril, que parcialmente desbloquearam o sistema bancário venezuelano, mas mantiveram a proibição de transações com empresas chinesas. Guo Jiakun reiterou a rejeição de Pequim a sanções unilaterais sem base no direito internacional, exigindo a garantia dos direitos e interesses da China no país.

Donald Trump desembarcou em Pequim por volta das 19h30 (horário de Pequim) para a cúpula com Xi Jinping, uma visita adiada devido à agressão dos Estados Unidos e Israel contra o Irã.