China denuncia pressão dos EUA no Panamá e acusa Washington de criar crise no Ocidente

China rebate acusações dos EUA sobre Panamá! 💥 Washington acusa pressão econômica, China nega e denuncia “distorção dos fatos”. Saiba mais!

China Refuta Acusações dos EUA Sobre Pressão Econômica no Panamá

O Ministério das Relações Exteriores da China classificou as alegações dos Estados Unidos sobre a China como “completamente infundadas e uma distorção dos fatos”. Em uma declaração emitida nesta quarta-feira (29), em Pequim, o porta-voz Lin Jian acusou Washington de politizar a situação e de tentar transformar a região em um problema de segurança.

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Lin também afirmou que os EUA “fingem inocência enquanto espalham rumores e difamações”, criticando a forma como os EUA abordam as relações internacionais.

Documento dos EUA e Preocupações com o Hemisfério Ocidental

A resposta chinesa veio um dia após a divulgação de um documento assinado pelos governos dos Estados Unidos, Bolívia, Costa Rica, Guiana, Paraguai e Trinidad e Tobago. Esses países, atualmente alinhados aos interesses norte-americanos, afirmam monitorar “de perto” o que classificam como “pressão econômica direcionada” da China sobre o Panamá, além de ações que teriam afetado embarcações de bandeira panamenha.

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O documento, publicado pelo Departamento de Estado estadunidense, caracteriza a conduta chinesa como “tentativa flagrante de politizar o comércio marítimo” e uma ameaça à soberania dos países do hemisfério ocidental.

Reação de Rubio e a Defesa da Soberania Panamenha

O senador Marco Rubio divulgou a declaração nas redes sociais, expressando preocupação com a “pressão econômica direcionada da China após a decisão sobre os terminais de Balboa e Cristóbal”. Ele solidarizou-se com o Panamá, afirmando que qualquer tentativa de minar a soberania panamenha é uma ameaça a todos os países do hemisfério.

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A declaração se refere à decisão da Suprema Corte do Panamá sobre os terminais portuários, que foram operados por décadas pela empresa de Hong Kong CK Hutchison.

Mudanças nos Terminais e Impacto Econômico

Em janeiro deste ano, a Suprema Corte do Panamá declarou inconstitucionais os contratos sob os quais a Panama Ports Company (subsidiária da hongkongnesa) operava os terminais de Balboa e Cristóbal desde 1997. Após a decisão, a operação do Balboa foi transferida para a APM Terminals, subsidiária da dinamarquesa Maersk, e Cristóbal para a Terminal Investment Limited, ligada ao grupo suíço MSC.

Essas mudanças geraram preocupações nos Estados Unidos, que relataram detensões e atrasos em embarcações com bandeira panamenha, afetando cadeias de abastecimento globais e a estabilidade do comércio internacional.

Dados e Estimativas sobre o Impacto Econômico

Segundo o Lloyd’s List, jornal britânico dedicado ao setor marítimo, entre 8 e 12 de março, 28 navios de bandeira panamenha foram detidos em portos chineses por deficiências de segurança, representando 75,7% do total de embarcações estrangeiras detidas no período.

Além disso, a gigante estatal chinesa Cosco e sua subsidiária OOCL suspenderam todos os serviços no Porto de Balboa. Estimativas da corretora chinesa Huanan Yongchang Securities apontam perdas de US$ 1,8 milhão por dia em taxas de registro de bandeira e de US$ 800 mil diários em pedágios do Canal.

O presidente panamenho, , afirmou que as inspeções são uma “questão técnica”, observando que outras grandes frotas de bandeira de conveniência, como a da Libéria e das Ilhas Marshall, também enfrentam tendências semelhantes.

O presidente reconheceu, porém, que o volume de inspeções é incomum, e declarou não ter “intenção de gerar atrito com a China”.