China cobra atitude dos EUA após tarifa de 15% sobre produtos estrangeiros! Suprema Corte derruba tarifas de Trump e acirra crise comercial. Saiba mais!
O Ministério do Comércio da China expressou forte preocupação com a recente decisão do governo dos Estados Unidos de implementar uma nova taxa de 15% sobre produtos estrangeiros, em resposta à decisão da Suprema Corte dos EUA de invalidar as tarifas globais impostas pelo ex-presidente.
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A China solicitou formalmente que os EUA suspendam essas “medidas tarifárias unilaterais”, argumentando que elas violam as regras do comércio internacional e a legislação interna dos EUA, sem trazer benefícios para nenhuma das partes envolvidas.
Em comunicado, o Ministério do Comércio chinês destacou que a cooperação entre os dois países é mutuamente benéfica, mas que as disputas comerciais geram prejuízos para ambos. A decisão da Suprema Corte, tomada na sexta-feira (20 de fevereiro), foi unânime, com seis votos a três, e reafirmou que o presidente não pode criar tarifas de importação de forma unilateral, sem a aprovação do Congresso, conforme previsto na Constituição dos Estados Unidos.
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A decisão da Suprema Corte, que ocorreu na sexta-feira, considerou que a imposição de tarifas globais pelo ex-presidente Trump era uma violação do poder legislativo. A Constituição norte-americana atribui ao Congresso a responsabilidade de estabelecer impostos e tarifas de importação.
A votação foi 6 a 3, e a decisão representa um marco importante no debate sobre o comércio internacional.
Horas após a decisão da Suprema Corte, o presidente norte-americano anunciou a implementação de uma tarifa global de 10% sobre produtos estrangeiros, inicialmente programada para entrar em vigor na terça-feira (24 de fevereiro). Posteriormente, o republicano elevou a taxa para 15%, sem especificar um cronograma de implementação.
Essa medida se baseia na Seção 122 da legislação americana, que permite ao presidente impor tarifas por até 150 dias sem a aprovação do Congresso.
O Ministério do Comércio chinês informou que continuará monitorando a situação e defenderá os interesses da China. O presidente norte-americano planeja uma visita à China entre os dias 31 de março e 2 de abril, para uma reunião com o líder chinês Xi Jinping (Partido Comunista Chinês, esquerda), a primeira visita oficial de um presidente americano ao país desde 2017.
Autor(a):
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.