China denuncia ações dos EUA contra Venezuela e Cuba em meio a tensões globais

Críticas da China a Ações dos EUA na América Latina e Cuba
Em meio à preparação para a visita do presidente dos EUA, Donald Trump, à China, o governo chinês expressou sua crescente preocupação com as ações dos Estados Unidos em diversas regiões do mundo. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, reiterou nesta quinta-feira (07) críticas a Washington, especialmente em relação à Venezuela e Cuba, em um momento de intensas tensões geopolíticas.
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Reações à Situação na Venezuela
Lin Jian condenou os bombardeios e a invasão militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, ocorrida há quatro meses, que resultaram em mais de 100 mortes e no sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores. O porta-voz classificou a ação como “arrogante e hegemônica”, violando o direito internacional e a soberania venezuelana.
Ele enfatizou a preocupação da China com a situação, considerando que as ações americanas ameaçam a paz e a estabilidade na América Latina e no Caribe.
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A China reafirmou seu apoio à Venezuela, reiterando sua oposição a tais atos e sua continuidade no apoio à defesa da soberania, dignidade e direitos legítimos do país sul-americano. A posição da China reflete uma linha diplomática de crítica a intervenções externas e defesa do princípio da não intervenção, em um cenário global de crescente instabilidade.
Sanções contra Cuba e Apoio de Pequim
Além da Venezuela, Lin Jian também criticou as novas sanções unilaterais impostas pelos Estados Unidos a Cuba. O porta-voz argumentou que essas medidas são prejudiciais ao povo cubano e violam as normas básicas das relações internacionais. Ele instou os Estados Unidos a encerrarem o bloqueio econômico contra a ilha, assim como a qualquer forma de coerção ou pressão.
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A China mantém um forte apoio a Havana, defendendo sua soberania e segurança nacional. A posição de Pequim se alinha com a defesa do princípio da autodeterminação dos povos, em oposição a sanções unilaterais.
Contexto da Visita de Trump à China
A visita do presidente Donald Trump à China, prevista para os dias 14 e 15 de maio de 2026, ocorre em um momento de tensões diplomáticas entre as duas maiores economias do mundo. A viagem, originalmente agendada para o fim de março, foi adiada devido aos ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, com impacto na segurança energética global.
As disputas entre Washington e Pequim abrangem áreas como comércio, tecnologia, segurança internacional e cadeias de fornecimento globais.
Autor(a):
Bianca Lemos
Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.



