China avança em Inteligência Artificial e desafia liderança dos EUA, revela especialista

A China avança na inteligência artificial e pode desafiar os EUA. José Pimenta analisa essa disputa geopolítica e os impactos na economia digital.

A China e a Disputa pela Liderança em Inteligência Artificial

A China tem avançado significativamente nos setores de inteligência artificial e economia digital, podendo, nos próximos anos, desafiar a liderança dos Estados Unidos nessas áreas. Essa análise foi feita por José Pimenta, diretor de Relações Governamentais e Comércio Internacional da BMJ Consultoria, durante sua participação no programa WW Especial da CNN Brasil, que abordou os desdobramentos da disputa geopolítica entre as duas potências.

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De acordo com Pimenta, embora os Estados Unidos tenham ampliado sua capacidade de atrair investimentos estrangeiros, a China está adotando uma estratégia distinta, focada na exportação de capital e tecnologia para países aliados. “Os Estados Unidos aumentaram muito a capacidade de atrair investimentos, em linhas gerais, e a China diminuiu a atração desses investimentos, o que pode parecer ruim, num primeiro momento”, explicou. “Entretanto, ao observar mais de perto, percebe-se que a China tem exportado investimento estrangeiro direto para o Vietnã, Malásia e toda a sua base aliada no Sudeste Asiático”, acrescentou o diretor da BMJ.

Avanços da China na Economia Digital

Pimenta também mencionou dados do Relatório de Investimento Mundial da Unctad (Agência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento) para reforçar sua análise. “A China consolidou uma base fabril muito forte e tem avançado rapidamente no campo da economia digital, a ponto de exportar esse tipo de tecnologia”, afirmou.

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O especialista destacou que, mesmo diante da retração global dos fluxos de capital estrangeiro, a economia digital teve um crescimento significativo. “Se houve uma diminuição do investimento estrangeiro direto no mundo no ano passado, na casa de 14% a 15%, a economia digital, em termos de investimento, cresceu 100%”, ressaltou.

Na visão do diretor da BMJ, a disputa pela liderança tecnológica será crucial para o equilíbrio econômico global nas próximas décadas. “Não há dúvida de que quem dominar a infraestrutura digital nos próximos anos terá um peso muito forte na economia mundial”, declarou.

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Ele também lembrou que os Estados Unidos ainda estão à frente em grandes projetos de investimentos greenfield voltados à economia digital, concentrando entre 30% e 40% dos maiores aportes globais no setor. Contudo, Pimenta ponderou que a China pode rapidamente reduzir essa diferença. “Eu não duvidaria da capacidade chinesa de, nos próximos anos, rapidamente encostar nos Estados Unidos, gerando algum tipo de ameaça no campo da inteligência artificial”, concluiu.