China ativa lei contra sanções estrangeiras e desafia EUA em meio a visita de Trump

A China ativa legislação contra sanções estrangeiras, desafiando os EUA e intensificando tensões comerciais. Descubra os detalhes dessa medida impactante!

05/05/2026 02:16

2 min

China ativa lei contra sanções estrangeiras e desafia EUA em meio a visita de Trump
(Imagem de reprodução da internet).

China Invoca Lei Contra Sanções Estrangeiras

A China acionou, pela primeira vez, uma legislação que visa empresas que seguem sanções internacionais que o país não reconhece. Essa ação intensifica a resistência contra a inclusão de diversas refinarias de petróleo na lista negra dos Estados Unidos, em razão da compra de petróleo bruto iraniano.

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No último sábado, o Ministério do Comércio da China ordenou que as empresas não respeitassem as sanções dos EUA contra cinco refinarias, incluindo a Hengli Petrochemical, que foi recentemente designada, citando uma lei que permite a Pequim retaliar contra entidades que aplicam sanções consideradas ilegais.

Washington e outros governos ocidentais impuseram sanções a várias empresas chinesas por comercializarem petróleo iraniano ou russo, o que gerou críticas frequentes de Pequim. A Hengli Petrochemical negou as alegações dos EUA de que teria negociado com o Irã.

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As refinarias independentes na China são as principais compradoras das exportações de petróleo iraniano.

Visita de Donald Trump a Pequim

A medida ocorre menos de duas semanas antes da visita programada do presidente dos EUA, Donald Trump, a Pequim, evidenciando a disposição da China em utilizar suas ferramentas de pressão econômica, mesmo diante de uma trégua comercial com Washington.

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Conforme a legislação, introduzida em 2021 e revisada em abril, a China pode impor contramedidas a empresas e indivíduos, incluindo restrições ao comércio e investimentos, além de limitações de entrada e saída.

Analistas jurídicos afirmam que a lei coloca as empresas sancionadas em uma situação delicada, pois elas podem violar a legislação chinesa ao seguirem as sanções estrangeiras, ou enfrentar penalidades em outros lugares se não o fizerem. O Serviço de Comissários Comerciais do Canadá alertou, em agosto passado, que as empresas operando na China poderiam ficar em um impasse entre as regras dos EUA, da União Europeia e da China devido a essa legislação.

O jornal oficial chinês People’s Daily destacou que a medida “utiliza o poder do Estado de Direito para combater precisamente a ‘jurisdição de longo alcance’ dos EUA”. A lei também permite que as empresas solicitem isenções. Um operador de uma contraparte da Hengli, que preferiu permanecer anônimo, afirmou que empresas com negócios significativos no exterior deveriam ser capazes de apresentar argumentos para obter isenções junto aos reguladores chineses.

Autor(a):

Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.

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