A China atinge superávit comercial recorde de US$ 1,2 trilhão em 2025, desafiando os EUA e expandindo exportações para mercados emergentes. Descubra mais!
A China alcançou um superávit comercial recorde em 2025, desafiando a pressão comercial dos Estados Unidos e ampliando suas exportações para outros mercados globais. O superávit, que mede a diferença entre exportações e importações, atingiu US$ 1,2 trilhão, um aumento de 20% em relação a 2024.
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As empresas chinesas têm diversificado suas estratégias, reduzindo a dependência dos consumidores americanos e focando em mercados emergentes na África, América Latina e Sudeste Asiático. As exportações para os EUA, que historicamente foram o maior mercado, caíram 19,5% em 2025 em comparação ao ano anterior.
Apesar da queda nas exportações para os EUA, a resiliência da China diante da guerra comercial foi celebrada internamente. No entanto, o superávit pode intensificar as tensões comerciais globais, com outros países preocupados com a competição desleal e a inundação de produtos chineses a preços baixos.
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Autoridades chinesas destacam o comércio robusto em setores estratégicos, como veículos elétricos, como um sinal de força, mesmo com a queda nas vendas para os EUA. Wang Jun, vice-administrador da alfândega, afirmou que a China “seguiu em frente” apesar de um “ambiente externo complexo”.
As exportações de bens de alta tecnologia aumentaram 13% em relação ao ano anterior, enquanto as vendas de veículos elétricos e produtos fotovoltaicos cresceram 27%. A China conseguiu expandir sua presença em mercados fora dos EUA, com aumentos significativos nas exportações para a África (26,5%), ASEAN (14%), União Europeia (9%) e América Latina (8%).
Esses avanços geraram preocupações entre parceiros comerciais, que consideram as práticas comerciais da China desleais e prejudiciais às suas indústrias. O presidente francês, Emmanuel Macron, chamou a situação de insustentável, pedindo que a China aumente o consumo interno e limite as exportações.
As exportações fortes ao longo do ano passado deram à China confiança nas negociações comerciais com os EUA, que resultaram em uma trégua em outubro, reduzindo tarifas sobre produtos chineses. No entanto, novas tarifas de 25% foram anunciadas para países que negociam com o Irã, o que pode afetar a China.
Analistas questionam se a China conseguirá manter seu nível de exportações em 2026, especialmente com a crescente proteção dos mercados domésticos contra o que é visto como “excesso de capacidade industrial” chinesa. A dependência das exportações como motor de crescimento também enfrenta desafios internos, com uma crise no setor imobiliário impactando a economia.
Autor(a):
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.