Cese e Movimentos Sociais: “Cooperação Democrática” em Salvador Urge Soluções para Brasil

“Democracia em Jogo: Encontro em Salvador Urge Acordos Contra Violência e Desigualdade!”

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(Imagem de reprodução da internet).

Encontro Cese e Movimentos Sociais Discute Desafios e Caminhos para a Democracia em Salvador

Dezenas de organizações e movimentos sociais, tanto do campo quanto da cidade, se reuniram em Salvador (BA) nos dias 19 e 20 de março para a 9ª edição do encontro Cese e Movimentos Sociais. A iniciativa, que começou em 2005, reúne líderes de todo o país para analisar a situação atual e buscar soluções conjuntas para os problemas sociais e políticos.

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Com o tema “Co[i]nspiração Democrática”, o evento de 2026 abordou questões cruciais como mudanças climáticas, os desafios enfrentados pelos povos e comunidades tradicionais, o combate ao racismo e ao patriarcado, e a necessidade de repensar a ocupação das cidades e a reforma urbana.

Reflexão Coletiva e Pactos pela Democracia

Segundo Sônia Mota, diretora executiva da Cese, o objetivo central da reunião é promover um diálogo profundo e a construção de acordos em defesa de uma democracia mais justa e inclusiva. “Reunimos organizações, parceiros e movimentos para refletir sobre a conjuntura e as questões estruturais, levando em conta as demandas dos movimentos, para que possamos escutar e ‘coinspirar’, fazendo nossos pactos em defesa da democracia que queremos e que precisamos”, explicou.

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Aumento da Violência e Desafios Sociais

Uma preocupação constante levantada pelas organizações participantes foi o aumento da violência, especialmente contra mulheres, pessoas negras e povos e comunidades tradicionais. Dinamam Tuxá, coordenador executivo da , ressaltou que o racismo institucional é uma das raízes dos conflitos e da criminalização de líderes no campo e na cidade. “As instituições, muitas vezes dominadas por homens brancos, não compreendem as necessidades das populações marginalizadas, e aplicam uma lógica colonial que gera conflitos”, afirmou.

Denúncias e Compromisso com a Unidade

Diversas organizações reforçaram seu compromisso com a unidade para fortalecer a defesa dos direitos. Selma Mbaye, da Via Campesina, destacou que, apesar do diálogo com o governo sobre a regularização de áreas quilombolas, os avanços foram lentos e não impediram o aumento das ameaças e violências nesses territórios. “O diálogo é apenas ‘empurrar com a barriga’.

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As coisas não avançam, e as violências aumentam”, denunciou.

Desafios Econômicos e Políticos na Agenda

Outro ponto crítico discutido foi a política de juros e seus impactos nas políticas públicas. Ayala Ferreira, da direção nacional do , criticou a política rentista adotada pelo mercado e pelo Banco Central, que desvia recursos que deveriam ser investidos em áreas sociais. “O mercado se apropria do capital que poderia ser usado para investir em educação, saúde, demarcação de terras e outras ações concretas”, explicou.

Para Ferreira, a disputa eleitoral é uma tarefa central dos movimentos sociais. Dinamam Tuxá enfatizou a importância de uma atuação unificada para combater o avanço do fascismo e do racismo, e de apoiar candidaturas de movimentos como o MST, quilombolas e indígenas.

Autor(a):

Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.

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