Cepeda Lidera Projeção Eleitoral na Colômbia com 40,8%

Cepeda lidera projeção eleitoral na Colômbia, com 40,8% dos votos, influenciando o resultado do segundo turno presidencial

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A definição do resultado eleitoral para a Presidência da Colômbia, marcada para o próximo domingo (21), depende fundamentalmente do perfil dos eleitores que não votaram no primeiro turno de 31 de maio, mas que manifestam intenção de comparecer às urnas no segundo turno.

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Essa análise é o foco de Alfredo Serrano, diretor do Centro Estratégico Latino-Americano de Geopolítica (Celag Data), após a divulgação da mais recente projeção eleitoral do país sul-americano.

Projeção do Celag Data: Cepeda lidera o cenário eleitoral

Segundo o especialista, o eleitorado que se engajará no segundo turno — os chamados “novos eleitores” — é considerado decisivo. Serrano comparou essa dinâmica à eleição de 2022, período em que um aumento estimado entre 1,5 e 2 milhões de eleitores foi crucial para a vitória de Gustavo Petro sobre Rodolfo Hernández.

A pesquisa mais recente, conduzida pelo Celag Data e publicada no domingo (14), aponta que o senador Iván Cepeda lidera o apoio popular com 40,8% dos votos. Ele supera ligeiramente o adversário conservador, Álvaro de la Espriella, que figura em segundo lugar com 39,7%.

O levantamento também detalhou o comportamento de outros grupos de votantes. Registrou-se um percentual de 7,6% de intenção de voto em branco e 6,7% de votos nulos. Adicionalmente, 5,2% dos entrevistados não manifestaram um candidato preferido.

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Disposição de voto e grupos centrais

Alfredo Serrano observou que a maioria desses “novos eleitores” demonstra uma visão positiva em relação à atual administração de esquerda, liderada pelo Pacto Histórico. Por essa razão, o economista aponta que esses cidadãos tendem a apoiar mais o candidato do partido governista, Cepeda, em detrimento de De la Espriella.

Em relação à possibilidade de voto, os números mostram divergências. Para Cepeda, 49,1% dos entrevistados afirmaram que votariam, enquanto 45,7% responderam o contrário. Já para De la Espriella, 47,1% expressaram apoio no segundo turno, em comparação com os 47,4% que indicaram não votar.

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O eleitorado centrista, composto por apoiadores de Sergio Fajardo e Claudia López — um grupo estimado em cerca de um milhão de votos — será um grupo bastante dividido. Segundo Serrano, esse segmento teria “três caminhos a escolher”, embora com uma “mínima vantagem a favor de Cepeda”.

Análise de tendências e variações eleitorais

O especialista também destacou que os jovens, que foram decisivos na eleição presidencial de 2022, continuam majoritariamente alinhados com o movimento pró-Petro e pró-Iván. Serrano ressaltou que uma parte desses eleitores, que não votou no primeiro turno, pode ser um fator decisivo para uma eventual vitória de Cepeda.

Por outro lado, o diretor da Celag Data alertou sobre a tendência de mobilização. Embora alguns eleitores tenham confirmado que não votarão em nenhum dos dois candidatos por falta de representatividade, eleitores de Paloma Valencia, do Centro Democrático, tendem a se inclinar em favor do candidato conservador De la Espriella.

Serrano fez uma comparação histórica, lembrando que em 2022, os apoiadores de Fico Gutiérrez, tradicionalmente ligados a Uribe, tiveram uma parcela significativa de abstenção ou não apoiaram Rodolfo Hernández. Ele acredita que essa situação não se repetirá, e que a força do voto pode mudar o resultado.

Enquanto o Celag Data aponta para um cenário de vantagem para o bloco de Cepeda, outras pesquisas mostram resultados diferentes. Por exemplo, o Instituto de Pesquisa indica que o eleitorado está dividido, e o Instituto de Pesquisa mostra que o eleitorado está dividido, indicando um cenário de incerteza.

Em resumo, a análise aponta para um cenário de grande disputa, com diferentes institutos de pesquisa apresentando cenários distintos, o que reforça a complexidade do pleito e a importância do voto em cada eleitorado.