Cenário fiscal dos estados brasileiros em 2025 é alarmante! Com superávit de apenas 0,4% do PIB, desafios econômicos se intensificam. Descubra os detalhes!
Nos últimos anos, a situação fiscal dos estados brasileiros tem se deteriorado, culminando em 2025 com o quarto resultado consecutivo de piora. Dados do Banco Central indicam que os governos estaduais encerraram o ano anterior com um superávit de apenas 0,4% do PIB, o pior desempenho desde 2014, quando houve um déficit de 0,23%.
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O atual contexto econômico dificulta a expectativa de recuperação. Com a taxa de juros em seu nível mais alto em duas décadas, a atividade econômica se enfraquece, afetando a arrecadação, especialmente do ICMS, que é fundamental para os cofres estaduais.
Embora a alta dos juros possa aumentar as receitas de aplicações financeiras, esses valores não são considerados no cálculo do resultado primário e são fontes não recorrentes, já que as taxas tendem a cair.
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O Relatório Resumido da Execução Orçamentária dos estados e do Distrito Federal revela que as despesas cresceram 5,7% acima da inflação, enquanto a receita aumentou apenas 3,4% no último ano. Essa discrepância indica um cenário fiscal desafiador.
A trajetória fiscal dos estados em relação ao PIB nos últimos anos é a seguinte:
O Comsefaz, Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, destacou que os dados de 2025 evidenciam que os estados estão enfrentando um crescimento mais moderado das receitas em termos reais. A expansão nominal persiste, mas a perda de tração real indica que a arrecadação, especialmente do ICMS, está mais suscetível ao ritmo da atividade econômica.
Além disso, a situação não é favorável apenas para os estados, mas também para as estatais. Em 2025, essas empresas registraram um déficit de R$ 5,9 bilhões. O setor público consolidado, que inclui União, Estados, municípios e estatais, apresentou um déficit equivalente a 0,43% do PIB, o maior desde 2023.
A trajetória fiscal das estatais em relação ao PIB é a seguinte:
Autor(a):
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.