Ação Judicial Contra Estudantes Gera Repercussão e Denúncias
A vice-governadora da Distrital Federal, Celina Leão (Progressistas), deu prosseguimento a uma ação judicial contra três estudantes do movimento de juventude Kizomba. O processo, que busca R$ 30 mil em indenização, alega danos morais decorrentes de uma manifestação realizada pelos jovens, que questionaram a gestão do governo.
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A ação se insere em um cenário de crescente preocupação com o rombo financeiro de R$ 12 bilhões, que ameaça serviços públicos cruciais como saúde e educação, gerando forte reação entre movimentos estudantis e partidos políticos.
Os estudantes participaram de um ato público, utilizando cartazes com mensagens como “Crime Master”, “Quem vai pagar a conta?”, “Fora Ibaneis” e “Fora Celina Leão”. A manifestação visava chamar a atenção para a situação. Integrantes do movimento Kizomba defendem que a ação é um exemplo de liberdade de expressão, um direito constitucional assegurado a todos os cidadãos brasileiros.
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A situação se agrava com o escândalo do Banco Master, envolvendo a compra de um banco com ações e títulos considerados de alto risco pelo Banco Central.
O Secretário de Juventude do PT-DF, Gabriel Barros, criticou a ação, classificando-a como uma tentativa de silenciar o movimento estudantil. “Nossa indignação é total com o processo, uma medida para impedir a atuação de um movimento que tem um papel importante na sociedade”, declarou.
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Barros ressaltou que o rombo financeiro do Banco Regional do Brasília (BRB) agravará a precarização dos serviços públicos no Distrito Federal, incluindo escolas e hospitais. A Comissão Executiva Regional do Partido dos Trabalhadores no Distrito Federal (PT-DF) emitiu uma nota de repúdio à ação judicial, considerando-a desproporcional e preocupante.
A União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) também se manifestou contra a judicialização da manifestação. A organização enfatizou que a liberdade de expressão e o direito de crítica política são pilares fundamentais para o Estado Democrático de Direito.
O movimento Kizomba declarou que a ação judicial tem um efeito intimidatório sobre jovens moradores das periferias do Distrito Federal, estudantes e trabalhadores. A entidade reforçou que as críticas se referem à gestão do governo e à compra do banco com problemas financeiros, não a ataques pessoais.
