Catharina Caiado enfrenta desafios em ‘Dona Beja’! HBO Max traz a saga de Carminha, jovem de alta sociedade em busca de autêntica liberdade. A trama expõe a pressão estética e a busca pela autoaceitação
Na novela ‘Dona Beja’, exibida na HBO Max, a atriz Catharina Caiado interpreta Carminha, uma jovem de alta sociedade que lida com uma profunda insegurança sobre sua aparência. A trama explora a pressão estética imposta pela família e pela sociedade, um tema que ressoa com a realidade de muitas mulheres.
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A personagem, interpretada por Caiado, busca entender seus próprios sentimentos e a relação com o corpo.
Em entrevista à Rádio Brasil de Fato, Caiado detalhou os desafios de interpretar Carminha, uma jovem marcada por dúvidas e fragilidades. Ela ressaltou a importância da dramaturgia para abordar questões relevantes, como a liberdade e a autoaceitação.
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A atriz revelou que, desde o início, percebeu a coexistência de comédia e drama na construção da personagem, algo que trouxe alegria ao processo criativo.
A atriz destaca a honra de abordar um tema tão atual. “A gente está revisitando uma trama antiga, de outra época do Brasil, mas os espelhos seguem aí para as mulheres: serem muito insatisfeitas e estarem sempre em busca de ser algo que não são.” Caiado enfatiza que a experiência a ajudou a compreender a complexidade das relações familiares e a importância de romper com ciclos de sofrimento.
A relação entre Carminha e sua mãe, Augusta, interpretada por Kelzy Ecard, é um dos pontos centrais da trama. Caiado descreve um trabalho cuidadoso com a atriz que interpreta a mãe, revelando que Augusta sofre com a incapacidade de separar seus próprios sentimentos da Carminha.
A atriz explica que muitos desses discursos são, na verdade, para a própria Augusta.
“Ela gostaria de ter feito tudo isso, trilhado outras formas de existir e se relacionar, mas não consegue. Carminha tem uma vocação para a alegria. Nem todas as meninas têm essa capacidade de encontrar o amor e construir diante de tanto sofrimento, mas ela é capaz de romper com esses ciclos porque sabe que a mãe só quer o bem dela.
Só que o melhor que a mãe pode dar é muito violento, muito cruel. E ela perdoa a mãe porque vê além.”
Caiado se esforçou para construir uma personagem feminina amorosa e carismática, evitando a armadilha da vitimização. Ela acredita que a identificação do público com Carminha vem justamente da capacidade da personagem de se permitir sentir e viver o amor, buscando a liberdade das amarras familiares.
“Eu queria muito que ela fosse amorosa, para que as meninas se identificassem e entrassem na história. Mas também não queria vitimizá-la, porque quando a gente está no papel de vítima, não consegue fazer a revolução.” Ela acredita que a identificação do público com Carminha vem justamente daí.
A atriz destaca a construção das personagens femininas na novela como um dos pontos altos da trama. “Elas todas vão gerando uma revolução no entorno, especialmente a Beja, vivida de forma maravilhosa pela Graça Massafera. É uma entrega profunda, impossível não se identificar.
Todo lugar que a Beja toca, ela vai gerando faíscas de liberdade.”
Caiado vê na relação entre Beja e Carminha um exemplo dessa transformação. “Ela vai dizendo para a Carminha: ‘Não tem nada de errado em desejar’. Acho que a admiração por essa mulher trouxe para Carminha uma permissão que talvez, sem esse aval feminino que ela não teve no olhar da mãe, não teria sido tão visceral desde o início.”
Para a atriz, a importância de levar esses debates à tela é fundamental. “A gente precisa cada vez mais falar das opressões que os personagens femininos sofrem na vida e nas novelas”, conclui.
Autor(a):
Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.