Casos de Hantavírus no Paraná não têm ligação com infecções em cruzeiro, afirma Sesa

Casos de Hantavírus no Paraná Não Estão Relacionados a Cruzeiro
A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) confirmou que os dois casos de hantavírus identificados no estado não têm ligação com as infecções ocorridas no navio de cruzeiro MV Hondius, que se dirige à Espanha. De acordo com a Sesa, os casos foram registrados em maio, um no município de Pérola d’Oeste e outro em Ponta Grossa.
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Além disso, 21 casos foram descartados e 11 estão sob investigação.
A secretaria também esclareceu que não há evidências da circulação do hantavírus no Paraná, que é transmitido de pessoa para pessoa, ao contrário dos casos reconhecidos pela OMS (Organização Mundial da Saúde). “Os casos identificados no estado são da cepa silvestre, transmitida por roedores.
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Não há surto registrado. A Sesa monitora continuamente os casos de hantavirose”, informou.
O secretário de Estado da Saúde, César Neves, destacou que, além dos dois registros deste ano, um caso foi confirmado em 2025 no município de Cruz Machado. Ele assegurou que a situação está sob controle e que a rede de saúde está preparada. “A hantavirose é uma doença monitorada rigorosamente pela Divisão de Vigilância de Zoonoses e Intoxicações da Sesa.
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Estamos acompanhando de perto e garantimos que os profissionais de saúde estão capacitados para identificar e tratar rapidamente qualquer suspeita da doença”, afirmou.
Infecções em Cruzeiro
Na terça-feira (5), passageiros infectados com hantavírus foram retirados de um barco no porto de Praia, em Cabo Verde, antes de uma transferência planejada por ambulância aérea. O Ministério da Saúde de Cabo Verde informou que três pessoas foram levadas nas horas seguintes em duas ambulâncias aéreas.
A companhia de cruzeiros ainda não se manifestou sobre como os passageiros foram infectados ou se outros casos foram identificados a bordo do navio.
Sobre o Hantavírus
O hantavírus é uma doença de notificação compulsória imediata, transmitida aos humanos principalmente pela inalação de partículas presentes na urina, fezes e saliva de roedores silvestres infectados. Outras formas de contágio incluem o contato do vírus com mucosas, arranhões ou mordidas desses animais.
Quando se desenvolve, o vírus pode causar a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH) e, em casos mais graves, a síndrome da angústia respiratória aguda (SARA). Nessa fase, pode ocorrer edema pulmonar não cardiogênico, levando à insuficiência respiratória aguda e choque circulatório.
Os sintomas iniciais incluem febre, dores nas articulações, dor de cabeça e sintomas gastrointestinais. Se a doença evoluir para a fase cardiopulmonar, o paciente pode apresentar dificuldade para respirar, tosse seca e pressão baixa.
Atualmente, não há tratamento específico para a infecção por hantavírus, sendo as medidas terapêuticas de suporte administradas por profissionais de saúde. Ao primeiro sinal da doença, é recomendada a busca imediata por um serviço de saúde.
Autor(a):
Gabriel Furtado
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.



