Caso Larissa: laudo identifica ao menos 16 hematomas no corpo de mulher morta em SP

Vinicius Costa Silva está preso temporariamente, enquanto a perícia analisa a dinâmica do disparo e a origem das lesões encontradas no corpo.

Larissa da Cruz Morata

O laudo necroscópico de Larissa da Cruz Morata identificou ao menos 16 equimoses, marcas semelhantes a hematomas, espalhadas pelas mãos, pelos pés, pelos joelhos e pela perna esquerda. Ela foi encontrada morta com um tiro na cabeça, dentro do banheiro da casa onde morava com o policial militar Vinicius Costa Silva, em Embu das Artes, na Grande São Paulo, no último domingo (6.

Vinicius foi preso temporariamente na segunda – feira (7), durante o velório da esposa. O policial está detido no Presídio Militar Romão Gomes, na Zona Norte de São Paulo. O caso foi inicialmente registrado como morte suspeita.

O que aponta o laudo necroscópico

O documento descreve uma lesão de 4 cm por 2 cm na lateral da mão esquerda, próxima ao dedo mínimo. Também foram encontradas duas marcas nos dorsos dos pés, com 3 cm por 2 cm e 2,4 cm.

Havia ainda cinco lesões no joelho direito, medindo entre 0,5 cm e 1,5 cm, além de duas no joelho esquerdo, com 1 cm por 0,5 cm e 1 cm por 1 cm. Na perna esquerda, o laudo registrou cinco lesões de tamanhos entre 1 cm e 1,5 cm.

Apesar de registrar as equimoses, o laudo não informa quando nem como elas foram produzidas. O documento também não atribui as marcas a agressões, queda ou qualquer outra circunstância.

O Instituto Médico – Legal encontrou muitos fios de cabelo soltos e grudados na calça da vítima, sem presença de sangue. O relatório não especifica a quem pertenciam os fios e informa que os cabelos do cadáver estavam sujos de sangue.

Investigação sobre a dinâmica do disparo

A conclusão do relatório aponta que Larissa morreu em decorrência de traumatismo cranioencefálico causado por ferimento por arma de fogo. Ela foi atingida por um único disparo, descrito como “de trás para frente e da esquerda para a direita”.

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Ao lado do corpo, estavam a arma, um coldre, um carregador, munições e um estojo de munição deflagrado. A perícia analisa a trajetória do projétil, a posição do corpo e da arma, além dos resultados dos exames residuográficos e balísticos.

Os exames devem verificar se a dinâmica encontrada é compatível com um disparo feito pela própria vítima. A versão apresentada por Vinicius à polícia passou a ser questionada durante a investigação.

Segundo o policial, ele chegou em casa pela manhã e discutiu com Larissa sobre o fim do relacionamento. Depois, afirmou que foi dormir e acordou com o barulho de um disparo. Vinicius disse ter encontrado a mulher caída no banheiro e acionado o socorro.

O policial também permaneceu no imóvel com o filho de dois anos de Larissa e Vinicius. Ela prestou depoimento à polícia.