Caso Gisele: PM ouve última testemunha e aguarda depoimento de tenente-coronel para definir expulsão

Conselho de Justificação ainda não marcou interrogatório do tenente-coronel, etapa necessária antes do desfecho da fase de instrução.

Gisele Alves Santana era soldado da Polícia Militar

O Conselho de Justificação da Polícia Militar de São Paulo encerrou, nesta quarta – feira (30), a audiência que pode definir a expulsão do tenente – coronel Geraldo Leite Rosa Neto. Ele é réu pela morte da soldado Gisele Alves Santana. A última testemunha indicada pela defesa do oficial foi ouvida durante a sessão, mas o processo ainda não chegou ao fim.

A data do interrogatório do tenente – coronel, porém, segue indefinida. O Conselho de Justificação ainda não marcou o depoimento do próprio acusado, etapa que precisa ocorrer antes do desfecho da fase de instrução processual. O advogado Eugênio Malavasi, que representa o tenente – coronel, afirmou à CNN Brasil que, assim que o interrogatório for realizado, essa etapa será encerrada.

Próximos passos do processo

Com o fim da fase de instrução, as defesas terão de apresentar o memorial defensivo — documento que funciona como as alegações finais. Nele, os advogados devem expor os argumentos e os pedidos que consideram cabíveis no processo. A expectativa é que esse material seja entregue após o depoimento do tenente – coronel.

A defesa não se pronunciou sobre a possibilidade de o oficial ser expulso da corporação e perder a patente. Também não foram divulgados detalhes sobre quem era a última testemunha ouvida na audiência nem qual foi o teor do seu depoimento. O silêncio dos advogados ocorre em meio à gravidade do caso, que envolve a morte de uma soldado dentro da PM paulista.

Repercussão do caso

A morte da soldado Gisele Alves Santana gerou comoção e levantou questionamentos sobre as condições de trabalho e a hierarquia dentro da Polícia Militar de São Paulo. O tenente – coronel Geraldo Leite Rosa Neto responde como réu pelo ocorrido, e o Conselho de Justificação é o órgão responsável por avaliar se a conduta do oficial justifica sua expulsão dos quadros da corporação.

O caso corre em sigilo, mas a expectativa é que o interrogatório do tenente – coronel ocorra nas próximas semanas. Até lá, o Conselho de Justificação não deve se manifestar sobre o mérito da acusação. A defesa, por sua vez, mantém a estratégia de não comentar os detalhes do processo publicamente, enquanto aguarda a conclusão da instrução para apresentar seus argumentos finais.

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