Casas Bahia enfrenta um prejuízo de R$ 1,529 bilhão no quarto trimestre de 2025, mas revela crescimento nas receitas e uma reestruturação financeira promissora!
A Casas Bahia reportou um prejuízo líquido de R$ 1,529 bilhão no quarto trimestre de 2025. Esse resultado foi impactado, em grande parte, por uma provisão de Imposto de Renda diferido de R$ 1,45 bilhão. O período também foi marcado por uma significativa redução no endividamento, além de um aumento nas receitas e margens.
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Elcio Ito, diretor financeiro da varejista, explicou que a provisão foi realizada após a empresa conduzir testes de estresse, considerando o contexto geopolítico e os riscos potenciais relacionados à inflação e às taxas de juros. Ele destacou que essa decisão foi tomada “por prudência e conservadorismo”, e que a provisão não afeta o caixa da empresa, mas visa preparar-se para um cenário econômico mais desafiador.
Desconsiderando a provisão, a Casas Bahia teve um prejuízo de R$ 79 milhões, uma melhora em relação à perda de R$ 452 milhões registrada no mesmo período do ano anterior. O balanço ainda indicou despesas com vendas, gerais e administrativas de R$ 1,9 bilhão, um aumento de 0,4%, e um resultado financeiro negativo de R$ 557 milhões.
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A despesa financeira apresentou uma queda em comparação ao mesmo trimestre de 2024, com uma redução de R$ 921 milhões. O final de 2025 marcou a conclusão da reestruturação do perfil de endividamento da companhia, resultando em uma dívida líquida ajustada de R$ 1,13 bilhão, uma queda significativa em relação aos R$ 4,48 bilhões do trimestre anterior.
No quarto trimestre, a receita líquida da empresa cresceu 6,1%, alcançando R$ 8,471 bilhões. O GMV consolidado das vendas teve um aumento de 8,7%, totalizando R$ 13,1 bilhões. As vendas nas lojas físicas permaneceram estáveis, enquanto as vendas em mesmas lojas cresceram 2,6%.
O e-commerce, por sua vez, registrou uma expansão de 21,7%.
O Ebitda ajustado somou R$ 826 milhões, representando um crescimento de 29,1% em relação ao ano anterior, com a margem nessa métrica subindo para 9,8%. A margem bruta da companhia também avançou, alcançando 31,5%. Ito não forneceu detalhes sobre o desempenho das vendas no início de 2026, mas afirmou que a empresa continua a crescer e ganhando participação de mercado.
O diretor financeiro mencionou que 2026 pode trazer eventos positivos, apesar do ambiente macroeconômico desafiador, com taxas de juros ainda elevadas. Ele destacou que a isenção do Imposto de Renda para rendimentos até R$ 5.000 pode gerar uma renda adicional para o mercado, e a Copa do Mundo deve impactar as vendas, especialmente no segundo trimestre.
Além disso, Ito mencionou que as eleições costumam estimular um aumento no consumo e uma economia mais dinâmica. Ele também revelou que a Casas Bahia está implementando um “grande projeto” para expandir o crediário nas vendas, com a carteira de crediário atingindo R$ 6,6 bilhões, um aumento de 7% em relação ao ano anterior.
A inadimplência acima de 90 dias está em 8,6%, com uma perda líquida de 4,6%. Ito enfatizou a intenção de crescer o crédito de forma sustentável, considerando a alta demanda, mas com a cautela necessária para evitar problemas de inadimplência.
Autor(a):
Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.