Casal mexicano se reencontra com filho um dia antes de sua trágica morte por câncer
Um casal mexicano se reencontra com o filho, Kevin, um dia antes de sua morte por câncer. A emocionante história revela desafios e amor familiar.
Casal mexicano se reúne com filho antes de sua morte
Um casal mexicano detido pelo DHS (Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos) conseguiu se encontrar com seu filho, um adolescente de 18 anos e cidadão americano, apenas um dia antes de sua morte em decorrência de câncer. Isidoro González Avilés e Norma Anabel Ramírez Amaya viajaram para Durango, no México, para estar ao lado de Kevin González na noite de sábado (9).
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O jovem faleceu na tarde de domingo (10), conforme informado pela família à CNN.
Kevin, que nasceu nos Estados Unidos, mas foi criado no México, adoeceu enquanto visitava parentes em Chicago durante o Natal. Ele foi diagnosticado com câncer de cólon em estágio 4. Em uma declaração à CNN, o adolescente, visivelmente abatido, expressou: “O que eu quero dizer às pessoas é: obrigado por ajudar minha família a ter a possibilidade de escolha”, logo após se reunir com os pais.
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Avilés e Amaya estavam emocionados ao abraçar Kevin, após uma longa viagem de ônibus até Durango.
Histórico de deportação e tentativas de reencontro
Os pais, cidadãos mexicanos, haviam sido deportados anteriormente dos EUA por entrarem de forma “ilegal”, segundo informações do DHS. Em uma tentativa desesperada de ver o filho após seu diagnóstico, o casal tentou reentrar nos Estados Unidos em abril.
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Ambos foram detidos em 14 de abril, próximo a Douglas, no Arizona, conforme relatado pelo DHS. Eles afirmam que tentaram se reunir com o filho antes de serem deportados.
O DHS informou que o casal havia solicitado vistos B1/B2, que foram negados devido à sua entrada anterior ilegal nos Estados Unidos. O casal foi deportado para o México na sexta-feira, conforme o DHS. Um juiz distrital dos EUA em Tucson, no Arizona, havia ordenado a deportação na manhã de quinta-feira.
Kevin voou para o México há cerca de uma semana, na esperança de se encontrar com os pais antes de falecer.
Emoções à flor da pele
“Conseguimos realizar o sonho do meu filho: estar com ele novamente, amá-lo, dar-lhe o amor que não pudemos dar durante esses meses em que ele não estava conosco”, declarou Avilés após o reencontro. Ele também mostrou suas tatuagens com o nome do filho e de São Judas, o padroeiro das causas perdidas.
O pai descreveu Kevin como “muito forte”, enquanto Amaya, emocionada, segurava o filho e dizia: “Essas lágrimas são de emoção, de vê-lo novamente, de tocá-lo novamente, de lhe dizer o quanto o amo”.
O DHS informou que Avilés havia sido preso e acusado diversas vezes por diferentes crimes, com variações de menores a graves, e foi deportado em 2011. No entanto, não foram fornecidos detalhes sobre as acusações ou seus desfechos. Em uma entrevista antes do reencontro, Avilés se descreveu como “um trabalhador humilde”, atuando como taxista e motorista de caminhão em Durango, e afirmou que ele e a esposa foram tratados “como criminosos” durante as audiências judiciais.
Reações e apoio à família
A deputada Delia Ramirez, que representa o distrito onde Kevin está recebendo tratamento em Chicago, manifestou apoio à família em um comunicado. “Negar vistos à família de Kevin não protegeu nossas comunidades”, afirmou. “Submeter famílias à dor, ao estresse e ao medo da separação não torna nossos entes queridos mais seguros.” Kevin havia expressado seu desejo de celebrar o Dia das Mães no domingo, oferecendo à mãe “muitos abraços, várias vezes”.