Casa de Lázaro Ramos e Taís Araújo se destaca como cenário da série Amor e Sorte na TV Globo

A casa de Lázaro Ramos e Taís Araújo, cenário de “Amor e Sorte”, reflete um ambiente criativo e intelectual, destacando a riqueza da decoração brasileira.

A casa de Lázaro Ramos e Taís Araújo no Humaitá que virou cenário de série da Globo

Os móveis de design brasileiro se destacam em poltronas, mesas, cadeiras e estantes, muitas vezes acompanhados de peças com valor afetivo ou adquiridas em viagens. Em vez de um visual uniforme, a decoração aposta em uma mistura cuidadosa, utilizando materiais como madeira, fibras naturais, ferro e tecidos com diferentes texturas.

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Elementos como esculturas, máscaras, tecidos estampados e objetos que remetem a matrizes africanas enriquecem o repertório visual, inserindo a casa em um universo simbólico amplo.

Um dos espaços mais centrais da residência é a extensa biblioteca, que ocupa paredes inteiras e reúne literatura brasileira, obras teóricas, roteiros, biografias e títulos sobre temas como racismo, artes cênicas e história do Brasil. As estantes frequentemente integradas às áreas de estar refletem o perfil intelectual do casal e transformam a casa em um local de estudo, criação e reflexão.

A presença constante de livros ressalta que o imóvel é mais do que uma simples moradia; é também um ambiente de trabalho artístico.

A mansão como cenário de “Amor e Sorte”

A casa do casal ganhou notoriedade nacional ao ser escolhida como locação da série Amor e Sorte, exibida pela TV Globo em 2020 durante a pandemia de COVID-19. Diante das restrições sanitárias e da necessidade de distanciamento social, a produção utilizou as residências dos atores para facilitar as filmagens.

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Assim, o lar de Lázaro Ramos e Taís Araújo tornou – se um dos principais cenários da série.

Os ambientes internos e externos foram adaptados para acomodar câmeras, equipamentos de som e iluminação, mas mantiveram grande parte da sua configuração original. A série demonstrou a versatilidade do imóvel: salas, quartos, corredores, varandas e até a área de lazer apareceram na tela como espaços dramáticos.

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Isso reforçou a ideia de que a mansão também serve como um set criativo.

A arquitetura integrada e a riqueza visual da decoração ajudaram a dar profundidade às cenas. O uso da casa durante o isolamento social proporcionou uma nova forma de aproveitar ambientes reais sem grandes cenários artificiais. Essa exposição aumentou o reconhecimento público do imóvel no Humaitá e destacou seus detalhes arquitetônicos.

Compromisso cultural do casal

A mansão de Lázaro Ramos e Taís Araújo no Humaitá representa não apenas um espaço físico, mas também uma síntese da trajetória construída pelo casal ao longo das décadas no teatro, cinema e televisão. O imóvel combina luxo discreto com forte presença de arte brasileira e referências afro – brasileiras.

Sua robusta biblioteca se integra à paisagem carioca.

Esses elementos projetam uma mensagem de valorização da cultura nacional e respeito pelas próprias origens. Mais do que uma residência luxuosa com vista para o Cristo Redentor, esse endereço é um manifesto silencioso sobre identidade, pertencimento e produção intelectual.

A escolha por um estilo artístico e acolhedor — distante do padrão minimalista comum nas mansões luxuosas — reforça ainda mais o papel do imóvel como extensão do trabalho e do comprometimento cultural do casal em um dos bairros mais emblemáticos da Zona Sul do Rio de Janeiro.