Casa Branca gera polêmica ao barrar árbitro somali Omar Artan; entenda os motivos
A decisão da Casa Branca gera controvérsia e levanta questões sobre segurança nacional. O que motivou a proibição de Omar Artan, árbitro da Supercopa da Uefa?
Decisão da Casa Branca sobre árbitro somali gera polêmica
Andrew Giuliani, diretor executivo da força-tarefa da Casa Branca para a Copa do Mundo, defendeu a decisão das autoridades dos Estados Unidos de impedir a entrada do árbitro somali Omar Artan no país. Em entrevista ao programa TalkSport, Giuliani justificou a medida, alegando que o juiz de futebol teve contato recente com indivíduos considerados uma ameaça à segurança nacional dos EUA.
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Durante sua declaração, o governante afirmou que a administração tem a prerrogativa de barrar a entrada de qualquer cidadão estrangeiro que mantenha comunicações com pessoas que ele classifica como “más”. No entanto, Giuliani não apresentou evidências públicas que sustentem essas acusações e não confirmou a existência de provas concretas.
Exceção no comitê de arbitragem
O representante da gestão de Donald Trump explicou que o caso de Omar Artan é uma exceção dentro do comitê de arbitragem do torneio mundial, embora tenha evitado entrar em detalhes sobre a investigação. “Há algumas coisas sobre as quais não podemos falar.
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Mas posso afirmar que ele é o único árbitro, o único oficial não iraniano, que foi proibido de entrar no país para este torneio”, disse Giuliani.
Ao encerrar seu pronunciamento sobre as suspeitas envolvendo o árbitro, o diretor sugeriu que os contatos monitorados por ele estavam relacionados a planos em solo americano, deixando os esclarecimentos adicionais a cargo dos órgãos de imigração. “Ele estava conversando com algumas pessoas ruins, muito recentemente, sobre ações aqui nos Estados Unidos.
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Vou parar por aqui. Sei que a CBP (Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA) já se pronunciou sobre o assunto”, concluiu.
Escolha da Uefa para a Supercopa
A Uefa anunciou, na quinta-feira (11), que Omar Artan foi selecionado para apitar a grande decisão da Supercopa da Uefa entre PSG-FRA e Aston Villa-ING. Aos 34 anos, o árbitro nascido na Somália seria o primeiro do seu país a atuar em um Mundial. Ele estava entre os 52 profissionais escolhidos para trabalhar na edição deste ano do torneio, que será realizada em conjunto por Canadá, México e Estados Unidos.