Carolyn Birkett, da Guiana, lidera votação para secretária-geral da ONU com oito votos de apoio

Birkett se destaca na corrida pela secretária-geral da ONU, enfrentando desafios para revitalizar a instituição em meio a crescentes pressões por reformas.

Carolyn Rodrigues Birkett, da Guiana 23 de julho de 2026 REUTERS/Eduardo Munoz

Uma votação informal realizada nesta sexta – feira (21) trouxe Carolyn Rodrigues Birkett, da Guiana, como a candidata com maior apoio na corrida para se tornar a próxima secretária – geral da ONU. A informação foi confirmada por diplomatas e fontes próximas ao processo.

Esta foi a segunda “votação indicativa” entre os 15 membros do Conselho de Segurança da ONU, após uma primeira rodada no mês passado que apontou a ex – vice – presidente da Costa Rica, Rebeca Grynspan, como preferida.

A nova votação indicativa mostrou o argentino Rafael Grossi, atual chefe da agência nuclear da ONU, mantendo sua posição em terceiro lugar. Nestas votações, os membros do Conselho são questionados através de cédulas secretas se “apoiam”, “não apoiam” ou “não têm opinião” sobre os candidatos.

Resultados da votação

No pleito realizado na sexta – feira, Birkett recebeu oito votos de apoio — um a menos que na última rodada — além de três votos de rejeição e quatro de “sem opinião”. Grynspan alcançou sete votos favoráveis, uma queda em relação aos dez obtidos anteriormente, recebendo também quatro votos contra e quatro sem opinião.

Já Grossi permaneceu com sete votos a favor, mas viu o número de rejeições aumentar para seis — comparado a apenas dois na última vez — e dois votos sem opinião.

O cargo está vago após o término do mandato do atual secretário – geral no final deste ano. O novo ocupante terá a missão desafiadora de revitalizar uma instituição cujo prestígio tem diminuído e que enfrenta pressão para reformar sua estrutura, considerada por alguns críticos como inchada e onerosa.

Candidaturas em destaque

Entre os candidatos, destaca – se uma figura que recentemente obteve apoio público dos Estados Unidos e é amiga do ex – presidente Donald Trump. No entanto, essa candidata não conseguiu conquistar nenhum voto favorável nesta rodada de votação, recebendo oito contra e sete sem opinião.

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Nas primeiras fases das votações indicativas, são utilizadas cédulas idênticas para permitir que os diplomatas analisem o nível geral de apoio e oposição sem revelar quais dos cinco membros permanentes do Conselho — China, França, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos — emitiram votos negativos.

O apoio desses países é considerado crucial para qualquer candidato.