Logo Clique Fatos
Logo Clique Fatos
  • Home
  • Entretenimento
  • Política
  • Internacional
  • Brasil
  • Economia
  • Famosos
  • Futebol
  • Notícias

  • Home
  • Sobre
  • Últimas Notícias
  • Contato
  • Política de Privacidade

Copyright © 2025 Clique Fatos - Todos os direitos reservados.

Carnaval: Resgate da Ancestralidade Negra e Resistência Cultural no Brasil
  1. Home
  2. Cultura
  3. Carnaval: Resgate da Ancestralidade Negra e Resistência Cultural no Brasil

Carnaval: Resgate da Ancestralidade Negra e Resistência Cultural no Brasil

Carnaval: mais que festa! Sociólogo revela a resistência da cultura negra no Brasil. Tadeu Kaçula explora a conexão ancestral e a luta pela subjetividade. Descubra as “Rodas Sagradas” do universo negro e o combate ao branqueamento nas escolas de samba
Por: Bianca Lemos

17/02/2026 14:47

3 min

Carnaval: Resgate da Ancestralidade Negra e Resistência Cultural no Brasil
(Imagem de reprodução da internet).

Carnaval: Uma Celebração de Resgate e Resistência

O sociólogo e especialista em cultura popular, Tadeu Kaçula, oferece uma análise profunda sobre o Carnaval, indo muito além da folia e da festa. Em entrevista exclusiva para a Rádio de Fato, ele explora a conexão intrínseca entre o Carnaval, a ancestralidade negra e o processo de reumanização da população afro-diaspórica no Brasil.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Quando pensamos no Carnaval, estamos falando de um processo em que a comunidade teve que desenvolver uma ideia resiliente de desarticular a desumanização e reativar a nossa subjetividade”, afirma Kaçula. “A subjetividade negra está conectada à herança que os nossos ancestrais deixaram como elemento fundamental de nos conhecermos e reconhecermos a nossa história.”

As Rodas Sagradas da Resistência

Kaçula utiliza a filosofia dos povos bantos para ilustrar a interconexão das diversas expressões culturais negras no Brasil. Inspirado nos estudos do professor Juarez Xavier da Universidade Estadual Paulista (Unesp), ele destaca o conceito das “três rodas sagradas do universo negro brasileiro”: os candomblés, as capoeiras e os sambas. “Sempre no plural, porque somos diversos. Dentro da filosofia banto, nada está desconectado. Essas três rodas são estruturantes quando a gente pensa no Carnaval”, explica.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Branqueamento e a Desconexão com as Raízes

Um ponto central da análise de Kaçula é o fenômeno do branqueamento, que vai além da simples presença de pessoas brancas em espaços culturais negros. “A nossa questão não é ter corpos brancos nesses espaços. A nossa orientação é afro-orientada, não ocidental. Nossa dinâmica é de acolhimento, de aquilombamento. Outros grupos são bem-vindos”, explica. Ele critica a tendência de desconstruir as tradições, afastando-se das matrizes religiosas e africanas.

O Papel das Escolas de Samba na Memória

Kaçula ressalta que as escolas de samba sempre desempenharam um papel didático fundamental, especialmente diante de uma história oficial que ignora ou distorce a contribuição dos povos negros e originários. “A história do Brasil nos livros didáticos é contada pela metade, de maneira deturpada, mentirosa. A escola de samba cumpre o papel de contar a nossa verdade”, resume.

Leia também

Lula recebe biografia de Fernando Morais: o que revela sobre 2002 e a história?

Lula recebe biografia de Fernando Morais: o que revela sobre 2002 e a história?

KL Jay e niLL DJ comandam Estúdio 98: o debate das periferias chega em 9 de abril!

KL Jay e niLL DJ comandam Estúdio 98: o debate das periferias chega em 9 de abril!

Espetáculo em Samambaia usa Paixão Bíblica para denunciar feminicídio e dor social!

Espetáculo em Samambaia usa Paixão Bíblica para denunciar feminicídio e dor social!

Um Apelo à Preservação da Tradição

Com o retorno de temas afrocentrados e enredos que exaltam a cultura negra, Kaçula vê uma recuperação desse papel político e educacional, que “as escolas voltam a ser lugar de ação política, de reletramento da verdadeira história da nossa população”. Ao final, o sociólogo faz um apelo poético e político: “O que a gente pede é que se pise devagar nos nossos chãos ancestrais. Nossa tradição precisa ser mantida. Quando a gente participa de outras culturas, a gente sabe chegar respeitando. O que queremos é o mesmo: respeito à nossa identidade.”

“Tentar transformar nossa tradição em pensamento colonial, capitalista, em uma cultura que não é nossa, é um desrespeito aos nossos ancestrais e à contribuição que o povo negro deu e continua dando ao Brasil”, conclui.

Compartilhe este conteúdo:

Logo FacebookLogo LinkedinLogo WhatsappLogo Twitter

●

●

●

●

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!

Imagem do post

Política

Mudanças no TSE: Nunes Marques, indicado por Bolsonaro, assume presidência em 2026

12/04/2026 03:56 | 2 min

● Congonhas completa 90 anos: a evolução de um ícone da aviação em São Paulo

12/04/2026 03:46 | 3 min

● Jorge Messias e a Bancada Evangélica: Desafios na Corrida pelo STF em Abril

12/04/2026 03:36 | 2 min

● Wi-Fi 2,4 GHz ou 5 GHz? Descubra qual faixa escolher para sua conexão ideal!

12/04/2026 04:36 | 2 min

● Ana Paula Renault define prioridades no BBB 26: o que ela revelou sobre o jogo?

10/04/2026 16:38 | 3 min

Foto do Bianca Lemos

Autor(a):

Bianca Lemos

Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.