O Carnaval de Belo Horizonte em 2026 apresentou um cenário de crescimento significativo para os ambulantes da capital. Representantes da categoria apontam que o fim do monopólio da Ambev na venda de bebidas durante o período festivo foi um fator crucial para o aumento do faturamento, que subiu cerca de 20% em comparação com o ano anterior.
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Esse crescimento se deu em um contexto de expansão do público e valorização de marcas locais, impulsionando as vendas e a economia da região.
Dados e Números Relevantes
De acordo com dados oficiais da prefeitura, 11.500 ambulantes foram registrados para atuar nas diversas áreas da cidade durante a programação oficial do Carnaval. Inicialmente, a estimativa de lucro médio por trabalhador era de R$ 5.000 ao longo do feriado, mas muitos vendedores relataram faturamentos diários que ultrapassaram os R$ 3.000, especialmente nos quatro dias de festa.
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Esse aumento demonstra a dinâmica do mercado e a demanda por produtos e serviços durante o evento.
A Importância da Concorrência
O presidente da Associação dos Trabalhadores Ambulantes de Belo Horizonte, Adjailson Severo, ressaltou que a ausência do contrato de exclusividade com a Ambev foi um diferencial importante para a categoria. “Não teve aquele monopólio. Isso é muito importante para nossa categoria, porque temos que valorizar nossos drinks locais, nossos produtos locais”, afirmou.
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A abertura do mercado permitiu que marcas locais, como Xeque Mate, Mascate e Lambe Lambe, ganhassem destaque entre os foliões, impulsionando ainda mais o faturamento dos vendedores.
Drinks em Lata e o Protagonismo Local
Entre os produtos mais vendidos, os drinks em lata se consolidaram como campeões de vendas em 2026. A preferência por essas bebidas, aliada ao sucesso das marcas locais, contribuiu para o aumento da margem de lucro dos ambulantes. A associação destaca que a valorização dos produtos locais foi um fator determinante para o sucesso da temporada.
Contexto e Perspectivas
O crescimento do Carnaval de Belo Horizonte em 2026 ocorreu em um contexto de expansão do evento, com aumento no número de visitantes, maior circulação nos terminais de transporte e impacto econômico superior ao de 2025. Uma pesquisa realizada pelo Observatório do Turismo revelou que 17,1% dos cadastrados estavam desempregados no momento da inscrição e que 26% participavam do Carnaval pela primeira vez como ambulantes.
A associação acredita que a combinação de maior fluxo de foliões, diversidade de produtos e abertura do mercado de bebidas criou um cenário mais favorável à categoria. Adjailson Severo espera que o modelo adotado em 2026 sirva de referência para os próximos anos, mantendo espaço para marcas locais e ampliando as oportunidades de trabalho no carnaval de Belo Horizonte.
