Ministra Cármen Lúcia defende condenação no caso Marielle Franco
A ministra Cármen Lúcia, do STF (Supremo Tribunal Federal), manifestou seu apoio à condenação dos réus envolvidos no assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ), ocorrido em 2018. Durante seu voto, Cármen questionou: “Quantas Marielles ainda serão assassinadas?”.
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O julgamento ocorreu na Primeira Turma da Corte, que decidiu por unanimidade.
“Este processo tem me feito muito mal. Muito mal espiritualmente, muito mal psicologicamente. Pela impotência do direito diante da vida dilacerada”, afirmou a ministra, que acompanhou o entendimento do relator, ministro Alexandre de Moraes.
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Impacto da condição de mulher no crime
Cármen Lúcia ressaltou a importância do fato de Marielle ser mulher na decisão dos mandantes do crime. Durante o julgamento, dirigiu-se diretamente à mãe da ex-vereadora, Marinete Silva. “Matar uma de nós é muito mais fácil. E, Dona Marinete, não ache que é só sua filha. É mais fácil me matar do que matar um dos outros três aqui”, declarou, referindo-se aos outros ministros da Primeira Turma.
A ministra acrescentou que os mandantes acreditavam que não haveria consequências por se tratar de uma mulher. O ministro Moraes também fez críticas semelhantes em seu voto, mencionando o depoimento de Ronnie Lessa, que atirou em Marielle. Segundo Moraes, os mandantes não se preocupavam com a repercussão do crime.
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“Marielle era uma mulher preta e pobre que estava peitando os interesses de milicianos. Na cabeça misógina e preconceituosa de mandantes e executores, quem iria ligar para isso?”, afirmou o relator em seu voto.
