Carlos Viana levanta questões sobre mudança na coordenação de inquéritos do INSS e Lulinha

Senador Carlos Viana questiona mudança na coordenação de inquéritos do INSS e levanta preocupações sobre interferências políticas em investigações cruciais.

Senador Carlos Viana Questiona Troca na Coordenação de Inquéritos do INSS

O senador Carlos Viana (PSD-MG) enviou um ofício nesta sexta-feira (15) ao Diretor-Geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, expressando suas preocupações sobre a mudança na coordenação responsável pelos inquéritos relacionados às fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

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Essas fraudes ocorreram principalmente no setor previdenciário e agora estão sob a responsabilidade da Cinq, a Coordenação de Inquéritos que tramita nos tribunais superiores, que é encarregada de solicitar a quebra de sigilos de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em um vídeo divulgado, o senador, que presidiu a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS, afirmou que “não pode haver qualquer interferência política em uma investigação tão importante para o Brasil”. Os inquéritos do INSS tiveram início na Justiça Federal dos estados, mas foram levados ao STF (Supremo Tribunal Federal) devido a conexões com políticos que possuem foro privilegiado, e atualmente estão sob a relatoria do ministro André Mendonça.

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Com a mudança na coordenação, um dos delegados responsáveis pelo caso, que chefiava a divisão de combate a crimes previdenciários, deixou o cargo. A PF informou que ele continua a colaborar com os trabalhos. Fontes indicam que o delegado solicitou a mudança e a remoção para Minas Gerais, seu estado natal.

Viana questionou: “Por que o delegado que acompanha desde o início, com uma investigação bem estruturada envolvendo o filho do presidente da República, não vai continuar? É um desejo pessoal ou uma decisão interna da Polícia Federal?”

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Desdobramentos na CPMI e Menções a Lulinha

Durante as sessões da comissão que investiga as fraudes em pagamentos de aposentadorias, Lulinha foi citado em diversos pedidos e requerimentos de convocação para depoimentos. O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), chegou a solicitar, em seu parecer final, a prisão preventiva do empresário e filho mais velho do presidente.

Contudo, o relatório foi rejeitado pelos parlamentares.

Gaspar justificou seu pedido de prisão preventiva ao mencionar a saída de Lulinha do Brasil em direção à Espanha, argumentando que tal fato “compromete a incidência da lei penal e frustra a aplicação do ordenamento jurídico”. A votação para a quebra de sigilo de Lulinha foi levada ao Supremo após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), manter o resultado em plenário.

Posteriormente, o ministro Flávio Dino anulou a decisão, considerando inválidas as votações de requerimentos “em bloco”.