Carlos Pontes, do PCO, é candidato ao governo do Rio Grande do Sul em 2026
Carlos Pontes, do PCO, disputa o governo gaúcho com propostas de conselhos populares e reestruturação da dívida pública.
O Partido da Causa Operária (PCO) oficializou a candidatura de Carlos Pontes ao governo do Rio Grande do Sul. Com 69 anos e natural de Porto Alegre, Pontes terá como vice na chapa Tiago Nilo, também filiado ao PCO. A eleição estadual deste ano terá sete candidatos na disputa pelo Palácio Piratini.
O primeiro turno do pleito está marcado para 4 de outubro. Caso nenhum candidato alcance a maioria absoluta dos votos válidos, um segundo turno será realizado no dia 25 do mesmo mês. Mais de 8,5 milhões de eleitores estão aptos a votar no estado.
Trajetória política de Carlos Pontes
Pontes é filiado ao PCO desde 2022, mas sua relação com a Justiça Eleitoral já teve obstáculos. Em duas ocasiões anteriores, ele teve a candidatura indeferida — uma tentativa de concorrer a governador e outra a deputado estadual, ambas em 2022.
No ano passado, ele também disputou a Prefeitura de Porto Alegre, mas não foi eleito.
Professor de formação, Pontes hoje está aposentado. Apesar das negativas anteriores, ele segue na disputa pelo cargo mais alto do Executivo gaúcho, apostando em uma plataforma de esquerda radical.
Propostas e visão de governo
O candidato do PCO defende a criação de conselhos populares como mecanismo de participação direta da população nas decisões do Estado. Na visão dele, os serviços públicos devem ser controlados pelos trabalhadores, e não pelo mercado ou por gestões tradicionais.
Pontes aponta ainda a dívida pública como um dos principais entraves ao desenvolvimento do Rio Grande do Sul. Para ele, o pagamento dos juros da dívida consome recursos que poderiam ser aplicados em saúde, educação e infraestrutura. A campanha deve girar em torno desse diagnóstico e da proposta de reestruturação do pacto federativo.
Leia também
Patrimônio e situação eleitoral
Até o momento, Carlos Pontes não declarou nenhum bem ou patrimônio à Justiça Eleitoral. A ausência de declaração é um dado que chama a atenção, já que a maioria dos candidatos costuma listar ao menos imóveis, veículos ou aplicações financeiras.
A candidatura ainda precisa ser analisada pela Justiça Eleitoral, que pode confirmar ou indeferir o registro. Nos pleitos anteriores, Pontes enfrentou barreiras jurídicas para concorrer, e o histórico de indeferimentos pode pesar na decisão dos juízes eleitorais neste ano.
O PCO, no entanto, aposta na regularização da situação para que o nome do candidato apareça na urna no dia 4 de outubro.