O governador Carlos Brandão mobiliza Exército e Batalhão Ambiental nas intensas buscas por Ágatha Isabelly e Allan Michel, desaparecidos no Maranhão.
O governador do Maranhão, Carlos Brandão, anunciou que o estado está recebendo apoio do Exército Brasileiro e do Batalhão Ambiental nas buscas por Ágatha Isabelly e Allan Michel, que desapareceram em uma área de mata no território quilombola São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Brandão ressaltou que essa colaboração se une às forças de segurança locais, aumentando as chances de encontrar as crianças.
Em comunicado, o governador enfatizou que os trabalhos de busca estão sendo realizados de forma contínua e ininterrupta. “Toda ajuda é importante. Por isso, estamos recebendo o apoio do Exército Brasileiro e do Batalhão Ambiental, que se juntam às nossas forças de segurança nas buscas pelos irmãos”, declarou.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Ele também mencionou que as equipes utilizam técnicas específicas e equipamentos adequados para localizar as crianças e aliviar o sofrimento da família e da comunidade.
Na sexta-feira (9), as buscas por Ágatha Isabela Reis Lago, de seis anos, e Allan Michael Reis Lago, de quatro anos, completam seis dias, mobilizando uma força-tarefa composta por forças de segurança do estado, órgãos municipais e moradores da região.
O caso ganhou novos desdobramentos na quarta-feira (7), quando o primo das crianças, Kauã Barbosa Reis, de 8 anos, foi encontrado após quatro dias desaparecido.
Kauã foi resgatado em uma área de mata no povoado Santa Rosa, a cerca de quatro quilômetros do local onde as crianças foram vistas pela última vez, conforme informações da Polícia Civil do Maranhão (PCMA). Até o momento, Ágatha e Allan continuam desaparecidos, e as buscas estão concentradas na região onde Kauã foi localizado.
A área é extensa e de difícil acesso, com aproximadamente 10 mil quilômetros quadrados de mata densa, lagos e trilhas naturais, além da presença de animais silvestres.
O prefeito de Bacabal, Roberto Costa, comentou sobre a situação, afirmando que as crianças, que vivem no quilombo, estão acostumadas a conviver na mata, o que torna o desaparecimento ainda mais surpreendente. As autoridades informaram que novas frentes de investigação foram abertas e que todas as possibilidades estão sendo consideradas pela PCMA.
Autor(a):
Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.