Carlinhos Cachoeira é preso em São Paulo com mandado da Justiça de Goiás; entenda o caso!

Carlinhos Cachoeira é preso em São Paulo pela Polícia Federal. Entenda os desdobramentos da Operação Monte Carlo e as acusações que o cercam.

13/05/2026 19:36

3 min

Carlinhos Cachoeira é preso em São Paulo com mandado da Justiça de Goiás; entenda o caso!
(Imagem de reprodução da internet).

Prisão de Carlinhos Cachoeira em São Paulo

O bicheiro Carlos Augusto de Almeida Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira, foi detido nesta quarta-feira (13) pela Polícia Federal no Aeroporto de Congonhas, localizado na zona Sul de São Paulo. De acordo com informações da CNN Brasil, Cachoeira tinha um mandado de prisão em aberto emitido pela Justiça de Goiás e foi levado ao 27º Distrito Policial, situado no Campo Belo.

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Operação Monte Carlo

Carlinhos Cachoeira ganhou notoriedade nacional em 2012, quando foi identificado como o líder de uma organização criminosa durante as investigações da Operação Monte Carlo, realizada pelo Ministério Público de Goiás. Iniciada em fevereiro daquele ano, a operação visava investigar um grupo suspeito de atuar de maneira estruturada e hierárquica na exploração e cartelização de máquinas caça-níqueis e bingos, além de crimes contra a administração pública.

Conforme o Ministério Público, a organização recrutava agentes públicos para obter informações e garantir proteção aos estabelecimentos envolvidos no esquema. As investigações revelaram que policiais militares, civis e federais teriam sido cooptados para fornecer dados sobre operações e interesses da organização, que era liderada por Cachoeira.

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Condenação e novas ações

Em 2012, após uma colaboração com a Polícia Federal, procuradores apresentaram denúncias contra 80 indivíduos envolvidos no esquema. No final daquele ano, a Justiça Federal condenou Carlos Augusto de Almeida Ramos e outros sete réus a mais de 39 anos de prisão por diversas práticas criminosas.

O Ministério Público Federal destacou que, além de corrupção ativa, o grupo também se envolvia em fraudes em licitações públicas e na exploração de jogos de azar.

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Em 2014, novas ações de improbidade administrativa foram propostas contra membros de núcleos ligados ao esquema. O órgão informou que essas ações abrangiam grupos que atuavam principalmente em Goiás e nas proximidades do Distrito Federal, com o objetivo de estabelecer e manter a exploração e cartelização de jogos de azar.

Na época, mais de 70 pessoas já haviam sido acionadas judicialmente, incluindo Cachoeira e seus auxiliares.

Prisão em 2016

No ano de 2016, Cachoeira foi preso novamente durante uma operação da Polícia Federal, desta vez relacionada a suspeitas de corrupção em obras públicas. As investigações indicaram que mais de R$ 370 milhões teriam sido lavados através de pagamentos irregulares a 18 empresas de fachada, e Cachoeira era suspeito de estar envolvido na criação dessas empresas.

Os investigadores observaram que os valores movimentados aumentavam em anos eleitorais, e em um dos casos, uma transferência de R$ 80 milhões foi feita para uma obra considerada inexistente em 2008, ano das eleições municipais.

Autor(a):

Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.

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