Rio de Janeiro em greve: mulheres se unem em Copacabana! ✊ Em 8 de março de 2026, a comunidade carioca exige fim do feminicídio e mais direitos. Participe!
No domingo, 8 de março de 2026, a comunidade carioca se mobiliza em apoio aos direitos das mulheres, reunindo-se na praia de Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro, a partir das 10h. A iniciativa conta com a participação de mais de 80 entidades, incluindo sindicatos, movimentos populares e organizações feministas, além de representantes do Legislativo.
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A organização do evento busca fortalecer a luta por pautas urgentes e garantir a dignidade das mulheres.
O movimento centralizado em torno deste 8 de março foca em diversas demandas, como o fim do feminicídio, o aumento do orçamento destinado a políticas públicas de combate à violência contra a mulher, a defesa da soberania dos povos contra o imperialismo e o fascismo, e a redução da jornada de trabalho sem perda de salários.
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A organização busca garantir tempo para que as mulheres possam viver plenamente, com espaço para estudo, lazer e descanso, em contraposição à exploração excessiva.
A professora Duda Quiroga, ao expressar a visão do movimento, destaca a importância das mulheres como agentes de transformação social. “Somos nós que seguramos o mundo quando tudo parece desabar”, afirma. A dirigente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) ressalta que a emancipação feminina só é possível com condições de vida dignas, e que a luta por direitos é fundamental para mudar o mundo e a vida das mulheres.
A mobilização busca garantir que as mulheres tenham a oportunidade de viver com dignidade e sem a constante ameaça da violência.
Em 2025, foram registrados 1.568 feminicídios no Brasil, um aumento de 4,7% em relação ao ano anterior, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. No Rio de Janeiro, entre 2021 e 2025, 399 mulheres foram vítimas fatais de violência.
A subnotificação dos casos de violência contra a mulher, motivada por fatores como dependência financeira, medo e culpa, agrava ainda mais o cenário. A mobilização também critica o governo estadual, denunciando a desmontagem de políticas públicas e o ataque a servidoras.
Para combater a violência contra a mulher, a organização disponibiliza diversos canais de denúncia e apoio, incluindo o serviço 190 da Polícia Militar, a Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180), o Disque Direitos Humanos (Disque 100) e as Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher.
A mobilização busca garantir que as mulheres tenham acesso à proteção e aos recursos necessários para superar a violência.
Autor(a):
Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.