Cargill enfrenta crise em Santarém! Advogada Sandra Silva denuncia abandono do governo e desigualdade. Veja os detalhes chocantes!
A advogada Sandra Silva, especialista em direito logístico, expressou sua profunda frustração com o tratamento dado pela administração federal ao caso da Cargill em Santarém, Pará. Em uma reunião da Frente Parlamentar Mista de Logística e Infraestrutura, ela destacou que a empresa se sentiu abandonada por instâncias governamentais, exceto pelo apoio dos congressistas que compõem a Frente.
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A situação, segundo ela, gerou um sentimento de desigualdade e isolamento, evidenciando a falta de consideração do governo para a expansão logística no país.
Os protestos em questão surgiram em resposta ao decreto presidencial que permitia estudos para a possível privatização de canais navegáveis, com foco no rio Tapajós. A advogada enfatizou que a Cargill não buscava a revogação do decreto, mas sim o cumprimento da decisão de desocupação dos ativos da empresa, uma demanda que não foi atendida.
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A energia da unidade de Santarém permanece desativada, apesar da revogação do decreto.
A inclusão da Hidrovia do Rio Tapajós no Programa Nacional do Desenvolvimento (PND) intensificou um complexo impasse político, ambiental e judicial no oeste do Pará. O decreto 12.600, assinado em agosto de 2025, que incluiu a hidrovia no PND, permitiu que o governo federal, indígenas e a Cargill se envolvessem em uma disputa sobre o futuro do rio.
O governo argumenta que o decreto apenas autoriza estudos, e que qualquer decisão futura dependerá de licenciamento ambiental e consulta às comunidades afetadas.
A medida gerou forte resistência entre os indígenas de 14 povos da região do Tapajós, Munduruku, Tukano, Tupinambá e Tapuia, que se manifestaram em diversas ocasiões, incluindo uma conferência em novembro de 2025, onde bloquearam a entrada principal da sede da conferência.
Essa resistência demonstra a preocupação com o potencial impacto do uso intensivo do rio para o escoamento de commodities, que ameaça o modo de vida dessas comunidades.
O Ministério de Portos e Aeroportos sinalizou a intenção de buscar soluções para as complicações causadas pelos atos dos indígenas, acionando a Advocacia-Geral da União (AGU) para que as decisões judiciais promovam a desobstrução dos ativos da Cargill e a retirada dos funcionários de situações de risco.
Autor(a):
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.