Cantor Netinho é diagnosticado com linfoma não Hodgkin; entenda a doença
Cantor Netinho revela diagnóstico de linfoma não Hodgkin, doença com mais de 20 subtipos e estimativa de 12.560 novos casos anuais no Brasil.
A doença tem origem nas células do sistema linfático e se espalha de forma desordenada pelo corpo. A informação foi divulgada pelo próprio artista.
De acordo com o Inca (Instituto Nacional do Câncer), existem mais de 20 subtipos de linfoma não Hodgkin. Os casos da doença vêm crescendo nos últimos 25 anos, especialmente entre pessoas com mais de 60 anos. A estimativa para o Brasil no triênio 2026 a 2028 é de 12.560 novos casos por ano — 6.580 em homens e 5.980 em mulheres.
O que é o linfoma não Hodgkin
O sistema linfático faz parte do sistema imunológico, que ajuda o organismo a combater doenças. Como o tecido linfático está presente em todo o corpo, a doença pode se espalhar por diferentes regiões. Philip Bachour, hematologista do Centro Especializado em Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, explica que os linfomas surgem quando as células do sistema linfático sofrem mutações.
“Os linfomas constituem uma gama enorme de subtipos e cada um deles são uma doença distinta”, afirma o médico. Ele diferencia os dois grandes grupos: o linfoma Hodgkin é mais comum em pacientes jovens, enquanto o não Hodgkin atinge principalmente os idosos.
Os não Hodgkins podem ser do tipo B, originados dos linfócitos B, ou do tipo T, originados dos linfócitos T.
“São uma variedade de linfomas que podem ser agressivos, com multiplicação celular muito rápida, e outros que podem ser mais lentos, em que as células se multiplicam vagarosamente”, completa Bachour.
Sintomas, fatores de risco e tratamento
O Inca lista os principais sintomas do linfoma não Hodgkin: aumento dos linfonodos (gânglios) no pescoço, axilas e virilhas, suor noturno excessivo, febre, coceira na pele e perda de peso sem causa aparente. Alguns fatores elevam o risco de desenvolver a doença, segundo o instituto.
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Entre eles estão o sistema imune comprometido por doenças genéticas hereditárias, uso de drogas imunossupressoras (como em transplantes) e infecção pelo HIV.
Também aumentam o risco portadores dos vírus Epstein – Barr, HIV-1 e HTLV 1 e da bactéria Helicobacter pylori (que causa úlceras gástricas). O contato com substâncias químicas como agrotóxicos, aminas aromáticas, benzidina, benzeno, bisfenil policlorado, tricloroetileno, tetracloreto de carbono, solventes orgânicos, radiação ionizante e ultravioleta também é um fator de risco.
O diagnóstico exige exames como biópsia (retirada de pequena porção de tecido dos gânglios linfáticos para análise), punção lombar, tomografia computadorizada e outros. A detecção precoce é essencial para o sucesso do tratamento, já que um tumor em fase inicial pode ser mais facilmente tratado.
A maioria dos casos é tratada com quimioterapia, que combina duas ou mais drogas administradas por via oral ou intravenosa, podendo ser associada a imunoterapia ou radioterapia. A imunoterapia usa medicamentos com alvo específico para um componente das células do linfoma, enquanto a radioterapia emprega radiação para reduzir a carga tumoral em locais específicos.