As canetas redutoras ganharam tanta popularidade que, atualmente, ultrapassam as pesquisas sobre dietas convencionais.
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Em 2025, de acordo com dados do Google Trends, os termos “canetas emagrecedoras” e “Mounjaro para emagrecer” superaram o volume de buscas por “dieta para emagrecer” no Brasil.
Qual o significado dessa alteração nas buscas em relação ao comportamento da sociedade brasileira?
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Verificamos, de fato, se almejamos resultados duradouros ou somos atraídos pela perspectiva de resultados rápidos?
Este artigo examina como o aumento do uso de cintas redutoras espelha uma mudança nas expectativas em relação ao emagrecimento e ao bem-estar, e o que isso revela sobre nossas necessidades, frustrações e atitudes em relação à saúde.
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As melhores canetas para emagrecimento
Nos últimos anos, as chamadas canetas emagrecedoras atraíram grande atenção no Brasil, principalmente após a aprovação de medicamentos como o Mounjaro para o tratamento da obesidade.
Apesar de compartilharem aspectos em comum, como a aplicação semanal ou diária e a ação sobre hormônios relacionados à saciedade e ao metabolismo, cada uma possui particularidades em relação ao princípio ativo e às indicações médicas.
Mounjaro (Tirzepatida)
Wegovy (Semaglutida)
Ozempic (Semaglutida)
Liraglutida
Saxenda (Liraglutida)
Olire (Retatrutida)
Essas canetas simbolizam uma transformação de perspectiva: cada vez mais brasileiros procuram tratamentos farmacêuticos em busca de efeitos rápidos, em vez de priorizar a adoção de um estilo de vida saudável.
Contudo, se necessário, devem ser utilizadas com cautela e supervisão médica, estando sempre vinculadas a alterações no estilo de vida para resultados sustentáveis.
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O que se esconde por trás da busca por soluções rápidas?
A fascinação pelo “milagre” da perda de peso é bastante sedutora. A noção de um “remédio milagroso” incita à procura de atalhos, que frequentemente acompanham a frustração de dietas restritivas e a ansiedade por resultados rápidos.
As redes sociais, por sua vez, intensificam essa pressão. As pessoas se comparam com padrões frequentemente irrealistas ou com uma versão idealizada de outras realidades.
Essa comparação distorce a percepção de como deveríamos nos sentir e agir em relação ao corpo e à alimentação. Frequentemente, negligenciamos que o que observamos na internet não é a totalidade, mas apenas um recorte da realidade.
Precisamos refletir sobre:
Essas questões são fundamentais, pois demonstram que o tratamento pode abordar o sintoma, porém não a origem do padrão alimentar.
Qual a distinção entre compulsão alimentar e comer emocional?
A alimentação consciente é a verdadeira solução.
As canetas termogênicas podem auxiliar no processo de emagrecimento, porém não representam uma solução definitiva.
O emagrecimento sustentável não é resultado de uma intervenção, mas sim do conhecimento de si, de compreender as necessidades do corpo e da mente, e de estabelecer uma relação saudável e agradável com a alimentação, livre de culpa e pressa.
A abordagem holística, que envolve investimento em educação nutricional, acompanhamento psicológico e modificação de hábitos, representa a via mais duradoura e proveitosa, tanto para o indivíduo quanto para a saúde pública.
O uso de medicamentos para emagrecimento, apesar de sua eficácia em diversas situações, é dispendioso, e um dos principais desafios é o acesso. O governo brasileiro, por exemplo, optou por não incorporar essas medicações no SUS em razão do elevado custo estimado em R$ 5 bilhões ao longo de cinco anos.
A Anvisa pavimentou o caminho para que laboratórios nacionais produzam genéricos a partir de 2026, com a previsão de que a competição contribua para a diminuição dos preços.
É evidente que a promoção da educação nutricional e a mudança de hábitos são as soluções mais sustentáveis e acessíveis a longo prazo, e cabe a nós, como sociedade, incentivar esse investimento na saúde preventiva.
Fonte por: Personare