Canal do Panamá registra aumento de tráfego em meio à guerra no Oriente Médio! Descubra como a crise no Estreito de Ormuz transforma rotas comerciais.
Com os preços dos combustíveis e do frete em alta devido à guerra que afeta o Estreito de Ormuz, o Canal do Panamá tem observado um aumento no número de embarcações. Segundo Ilya Espino de Marotta, vice-administradora do canal, houve um “ligeiro aumento” nos trânsitos.
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Espino de Marotta comentou que, com a situação atual, o Canal do Panamá se torna uma rota mais atrativa, pois é mais curta. O canal, que conecta os oceanos Atlântico e Pacífico, possui cerca de 80 km de extensão, menos da metade do comprimento do Canal de Suez, que mede 193 km.
Graças a um ano excepcionalmente úmido, o canal tem conseguido acomodar de 40 a 41 trânsitos diários, superando a média normal de 36. Esse aumento é significativo, especialmente após a seca severa enfrentada durante o fenômeno climático El Niño em 2023 e 2024, que havia reduzido os trânsitos para 24 por dia.
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Espino de Marotta destacou que, embora 41 ou 42 travessias não sejam sustentáveis a longo prazo, é possível manter cerca de 38 de forma consistente, atendendo assim às demandas do setor. Ao ser questionada sobre a origem dos novos clientes, ela afirmou que não possui dados exatos, mas indicou que muitos estão utilizando o canal como uma rota alternativa.
O gás natural liquefeito (GNL) representa uma parte significativa do combustível que normalmente transita pelo canal. Aproximadamente um quinto do comércio mundial de GNL passa por essa via. Com a guerra no Oriente Médio, as taxas de frete do GNL americano aumentaram drasticamente, e o mercado asiático se tornou um novo foco para o combustível.
Desde o início do conflito, pelo menos quatro cargas de GNL dos EUA mudaram seu destino de Europa para Ásia. Espino de Marotta mencionou que o canal pode receber parte desse comércio, mas também ressaltou que, devido à situação da Rússia com a Europa, pode ser mais lucrativo para os EUA enviar GNL da costa leste para o continente europeu.
Com a intensificação da guerra e as restrições no Estreito de Ormuz, a administradora expressou confiança de que o Canal do Panamá está preparado para receber um volume maior de combustível global.
Autor(a):
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.