A produtividade da cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil disparou em dezembro, alcançando 73,4 t/ha, um salto de 26,6%! Descubra os detalhes dessa evolução!
A produtividade da cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil apresentou um avanço significativo em dezembro. Contudo, é importante analisar esses dados com cautela, considerando a forte influência climática e os longos ciclos agrícolas que caracterizam o setor.
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De acordo com informações do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), a média atingiu 73,4 toneladas por hectare, um aumento de 26,6% em comparação ao mesmo mês da safra anterior, que registrou 58 t/ha.
Esses números fazem parte do boletim De Olho na Safra, que utiliza dados da Plataforma de Benchmarking do CTC, coletados de usinas e produtores da região Centro-Sul, responsável por cerca de 90% da produção nacional de cana. No setor sucroenergético, a produtividade mensal pode apresentar variações significativas durante a safra.
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O mês de dezembro, por exemplo, geralmente reflete a colheita de áreas com maior potencial agronômico e os efeitos de condições climáticas mais favoráveis.
Outro indicador crucial para o setor é o Açúcar Total Recuperável (ATR), que avalia a quantidade de açúcar que pode ser extraída da cana e determina o pagamento aos produtores. Em dezembro, o ATR médio subiu de 104,4 kg por tonelada para 117,9 kg/t, representando um aumento de 12,9% em relação ao ano anterior, o que indica uma melhora na qualidade da matéria-prima entregue às usinas.
No entanto, ao analisar o acumulado da safra 2025/26, que vai de abril a dezembro, o panorama ainda é de ajuste. A produtividade média ficou em 74,7 t/ha, uma queda de 4,6% em relação às 78,3 t/ha do mesmo período da safra anterior. Esse resultado reflete os impactos climáticos enfrentados em fases críticas do desenvolvimento do canavial, como estiagens e estresse hídrico.
O ATR acumulado também apresentou uma leve redução. Até dezembro, o indicador estava em 135,9 kg/t, em comparação aos 137,3 kg/t do ciclo anterior, resultando em uma diminuição de 0,9%. Embora essa diferença seja pequena, ela afeta diretamente a rentabilidade do setor, uma vez que o ATR é fundamental tanto para a produção de açúcar quanto para a de etanol.
Autor(a):
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.